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O nome que até pouco tempo assustava, começa a se tornar sinônimo de confiança. A medicina nuclear já é considerada pelos especialistas um dos métodos mais eficientes de investigação de doenças e já tem sido adotada nos mais moderns centros médicos do país, em especial na área do diagnóstico.

Esta especialidade médica faz uso de pequenas quantidades de substâncias radioativas, visando diagnosticar ou tratar determinadas doenças. “É um processo extremamente seguro do ponto de vista da radiação. A Medicina Nuclear é de uma utilidade ímpar, pois ela nos permite avaliações funcionais, com uma quantidade mínima de radiação. Os materiais, aliás, não são lesivos ao paciente. O uso desses materiais também é bastante seguro: as reações adversas, praticamente, inexistem”, ressalta Dr. Saulo Fortes, físico médico do HSM, de Belém.

Um tratamento que mostra a eficiência deste campo da medicina é a Iodoterapia, usada no combate ao câncer de tireóide e hipertireoidismo. A terapêutica é regulamentada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, e visa eliminar células cancerígenas que ainda se encontram no organismo do paciente. Também pode ser usada no tratamento da dor óssea proveniente do câncer.

O tratamento é indolor e exige apenas cuidados, como o uso de equipamentos de segurança, compostos de avental de chumbo e protetor de tireóide, tanto para a equipe médica quanto para o paciente. Depois de pouco tempo, toda a radioatividade é eliminada do corpo e a pessoa faz o exame de PCI (Pesquisa de Corpo Inteiro) para saber o êxito do tratamento e voltar às suas atividades normais.