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Depois das férias de verão ou de um feriado prolongado, muita gente volta “queimada” das praias, consequência da intensa exposição ao sol sem proteção. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), esse descuido contribui para que o câncer de pele seja o mais incidente e responsável por 25% dos tumores malignos registrados no Brasil.

A pele é maior órgão do corpo humano. Tem a função de revestir e proteger o corpo de agressões externas, como fungos, bactérias, produtos químicos, físicos e mesmo fatores ambientais, como o sol. Esta barreira de proteção nem sempre recebe um tratamento à altura, o que pode ter como consequência o desenvolvimento de micoses, de alergias e, mais grave: de câncer de pele.

O assunto é sério, mas de fácil prevenção. Segundo o médico Williams Barra, oncologista clínico do Centro de Oncologia do HSM Diagnóstico, o câncer de pele compreende a classe de tumores mais frequentes no mundo, com uma variedade de neoplasias, divididas em não-melanomas, os mais incidentes e menos graves – carcinoma basocelular e carcinoma de células escamosas -, e o melanoma, com menor frequência, porém com letalidade mais elevada.

Apesar de o câncer de pele ser consequência, principalmente, da exposição constante à radiação ultravioleta do sol, fatores genéticos, nutricionais, físicos – agentes químicos, queimaduras, imunossupressão, tabagismo e inflamação crônica podem facilitar o desenvolvimento de neoplasias de pele. De acordo com o oncologista, pessoas de pele clara estão mais propensas a desenvolver câncer, uma vez que possuem pouca melanina, uma proteína que confere pigmentação à pele, aos olhos e aos pêlos humanos.

SINAL – Os principais sintomas do câncer de pele são manchas, nodulações ou lesões não cicatrizantes que aparecem principalmente em áreas expostas à radiação solar. “Qualquer suspeita clínica necessita de confirmação histológica através de biópsia excisional (retirada completa da lesão) por profissional capacitado, em geral pelo dermatologista habituado com tumores cutâneos”, explica o oncologista.

Quem possui sinal de nascimento ou manchas na pele que aumentam de tamanho, intensificam a sua coloração ou assumam formas irregulares, deve ficar atento, pois estas características podem indicar um melanoma, o câncer de pele mais agressivo. “Os sinais congênitos são chamados de nevus e, em geral, não representam lesões precursoras de neoplasias de pele. Entretanto, o melanoma pode aparecer em um nevu de nascença. É importante a sua identificação em tempo hábil para poder ser tratado e curado”, ressalta Williams Barra.

O tratamento para tumores não-melanoma é fundamentado na cirurgia. Em geral, quando se vai realizar algum tratamento de câncer de pele, seja melanoma ou não, o tratamento inicia-se pela cirurgia ou biópsia. “O tratamento padrão inicial e nos casos recidivados é a ressecção cirúrgica. A radioterapia pode ser utilizada como tratamento complementar ou de resgate nos casos em que cirurgia não consegue eliminar todo o tumor. Por serem lesões superficiais a utilização de tecnologia mais moderna como Radioterapia com feixes de elétrons possibilita o tratamento adequado com mínimo efeito colateral a tecidos sadios”, ressalta.

MELHOR PREVENIR – A prevenção é básica e começa no cuidado quanto à exposição ao sol. É importante evitar os períodos de maior incidência dos raios ultravioletas, principalmente nos horários de 10 às 16h. Associados à proteção da pele – incluindo o uso diário do protetor solar para filtrar as radiações nocivas à saúde, além do uso de roupas que protejam a pele – a farmacologia também vem desenvolvendo ativos que auxiliam em tratamentos preventivos de uso oral para ativar as defesas internas.

O insumo chamado Pomegranate é extraído do fruto da romã e é utilizado em tratamentos auxiliares anticancerígenos. Segundo a farmacêutica Janaína Pichara, o extrato é normalmente indicado por dermatologista ou médicos esteticistas na temporada de verão. “Este é um antioxidante em cápsulas que protege as células da ação dos raios solares, que entre outros benefícios, age na pele com efeito inibitório da pigmentação causada pela irradiação ultravioleta, através da proliferação de melanócitos e da síntese de melanina”, garante.