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Diante do avanço do câncer, a medicina não tem medido esforços para melhorar o tratamento e a dignidade do paciente com câncer. Nessa linha, um dos aparelhos de alta tecnologia, focado nas técnicas mais modernas, é o de Radioterapia com Intensidade Modulada de Feixe (IMRT) para tratamento de tumores no sistema nervoso central, cabeça e pescoço, próstata e pulmões, uma das mais utilizadas em nível mundial; e Braquiterapia de Alta Taxa de Dose, voltada para tumores superficiais, tumores do esôfago, pulmão, próstata, além de colo uterino e endométrio.

Os procedimentos com a utilização da IMRT são eficientes e seguros, uma vez que permitem ao paciente receber a dose exata e necessária para o seu tratamento. A tecnologia é assertiva, o que significa maior chance de cura, maior preservação de tecidos sadios e diminuição de efeitos colaterais.

“A técnica anterior não utilizava os sistemas de planejamento tridimensionais (baseados em tomografia computadorizada), sem os quais não conseguimos saber exatamente onde estão os órgãos sadios, e sua relação com a área a ser tratada. Com a IMRT, a área acometida pode receber uma maior intensidade de dose, e ainda sim os tecidos sadios serão preservados”, explica o médico radioterapeuta Cláudio Reis, chefe do Serviço de Radioterapia do HSM.

Braquiterapia guiada por imagens

Outra modalidade de radioterapia que evoluiu bastante foi a braquiterapia. Hoje, as pacientes recebem o tratamento em regime ambulatorial, sem a necessidade de internação, num procedimento minimamente invasivo, com duração de até uma hora. Na braquiterapia são colocados aplicadores, adaptados à topografia a ser tratada, com uma fonte radioativa do tamanho de um “grão de arroz”, que entra e sai do aplicador, conforme o tempo e a dose programada.

Os sistemas de planejamento de braquiterapia também evoluíram significativamente. Segundo o médico Cláudio Reis, esses sistemas integram a ressonância nuclear magnética, a tomografia e a braquiterapia, resultando numa modalidade chamada de Braquiterapia Guiada por Imagens. “Com isso, o médico consegue realmente diferenciar o tumor dos tecidos sadios e prescrever a dose exata onde realmente ainda há doença. Com isso, temos a maior integração e quantificação de dose recebida pela paciente durante a Radioterapia externa (IMRT) e a braquiterapia, minimizando efeitos colaterais”, afirma.