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A radioterapia é uma especialidade médica focada no tratamento oncológico que utiliza radiações ionizantes para atingir determinadas células, impedindo seu aumento ou causando sua destruição. O processo ocasiona a morte da célula cancerígena em função das alterações em seu interior, porém não causa danos às células sadias pelo fato de sua capacidade de reconstrução. Essas radiações são invisíveis, indolores e, dependendo da sua energia, atingem uma determinada profundidade do corpo.

A radioterapia pode ser aplicada de duas formas:

Teleterapia: É a terapia “de fora para dentro”. Também conhecida como radioterapia externa, é aplicada através de um aparelho chamado acelerador nuclear de partículas e não é invasiva. O paciente fica deitado no aparelho e, quando posicionado corretamente, são disparados feixes de radiação, sempre indolores.

Braquiterapia: Nesta modalidade, a radiação provém de materiais radioativos que são colocados no interior do paciente, no local acometido, de forma temporária ou permanente. Na temporária, utilizada principalmente no câncer de próstata, são implantados materiais radioativos no corpo do paciente que atingem o núcleo das células cancerígenas. A permanente, por sua vez, é feita com aplicadores metálicos que colocam e retiram na mesma hora a fonte radioativa. É usada mais nas situações de câncer de colo uterino, endométrio e também de próstata.

Em alguns casos, a radioterapia é considerada tratamento primário. O diagnóstico depende de uma série de fatores como o lugar do tumor e o tipo de célula atingida. Como explica o médico radioterapeuta Cláudio Reis, chefe do Serviço de Radioterapia do HSM Diagnóstico, é preciso que o paciente faça um acompanhamento com vários especialistas ao mesmo tempo. “A abordagem oncológica deve ser feita com o acompanhado pelo médico responsável pela área atingida, pelo radioterapeuta e pelo quimioterapeuta”, explica.

A radioterapia pode ser o único tratamento curativo, assim como pode perfeitamente ser combinada com outros tipos de tratamento, como a quimioterapia, ou após uma cirurgia. A diferença da radioterapia para a quimioterapia está basicamente na área atingida pelo tratamento. A quimioterapia utiliza determinados medicamentos que agem no corpo inteiro, enquanto a radioterapia é localizada.

Os efeitos colaterais da radioterapia dependem tanto da dose utilizada quanto da região tratada. O mais comum é uma reação passageira na pele por onde a radiação atravessou, mas também é possível que o paciente não desenvolva nenhum tipo de efeito. É importante ressaltar que a radioterapia não causa queda de cabelo, a não ser que a região da cabeça seja tratada e, mesmo assim, depende da técnica e da dose utilizadas. Com os avanços tecnológicos obtidos nos últimos anos, a radioterapia se tornou muito menos tóxica e mais efetiva.