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Foto: Ascom Ministério da Saúde

Uma boa notícia para os pacientes de câncer em todo o Brasil: o governo federal anunciou no último dia 22 de março um investimento de 4,5 bilhões de reais para a ampliação da atenção à oncologia nos próximos quatro anos. O anúncio foi feito em Manaus pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da saúde, Alexandre Padilha.

O dinheiro compõe a Política Nacional de Atenção Oncológica. Uma das aplicações dos recursos será o fortalecimento da atenção primária e da rede ambulatorial de atendimento via Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, serão realizadas campanhas para conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce para aumentar as chances de cura do câncer ou o tempo de sobrevida dos pacientes.

Segundo o ministro Alexandre Padilha, a prioridade nessa nova fase de investimentos públicos será a atenção a dois tipos de câncer: mama e colo do útero, os tumores mais comuns entre as mulheres no país. Só para esses dois tipos, serão destinados R$ 261,679 milhões em recursos aplicados.

Com esse novo aporte financeiro, deverão ser implantados 50 novos centros para atendimento em mastologia e ginecologia. Além disso, nos próximos quatro anos 32 novos serviços avançados serão estruturados e 48 hospitais terão equipamentos substituídos. Outra medida é a ampliação da rede de hospitais especializados em oncologia na rede credenciada do SUS. O objetivo é acelerar o diagnóstico e diminuir a fila de espera para o tratamento.

Para melhorar a atenção ao câncer de mama, será criada uma força-tarefa para monitorar a qualidade dos mamógrafos, que são os aparelhos que podem detectar um câncer de mama ainda no estágio inicial. Segundo o Ministério da Saúde, metade dos 1.645 mamógrafos com comando simples que estão na rede do SUS estão abaixo da capacidade de realização de exames. A avaliação desses equipamentos será feita com a participação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), do Inca, do Colégio Brasileiro de Radiologia e das Vigilâncias Sanitárias nos estados e municípios.

No caso específico do câncer de colo de útero, os recursos deverão ajudar estados e municípios a se estruturar para garantir acesso universal ao exame preventivo, com foco nas mulheres entre 25 e 59 anos de idade. A ideia é que esse acesso também tenha qualidade, com os exames sendo submetidos a um controle mais rigoroso, de acordo com normas de desempenho da Organização Mundial de Saúde. As regiões norte e nordeste do Brasil, onde os diagnósticos são menos eficazes, terão atenção especial, com apoio à estruturação de laboratórios.

As estatísticas de 2008 (as mais recentes consolidadas pelo Sistema Nacional de Informação sobre Mortalidade) apontam que, naquele ano 11.813 brasileiras morreram de câncer de mama. Já o câncer de colo de útero fez 4.873 vítimas. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que em 2011, serão registrados aproximadamente 49,2 mil novos casos de câncer de mama e 18,5 mil de câncer de colo de útero no Brasil.