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Para muitas mulheres o tratamento oncológico pode representar um risco a mais, além dos já intrínsecos a doença: a ameaça da dificuldade de não poder engravidar. Por muito tempo, mesmo dentro da comunidade científica, se falava que a gravidez poderia aumentar as chances da reincidência dos tumores e não se mencionavam as possibilidades de contornar o perigo da infertilidade provocada pelo tratamento. Atualmente, felizmente, novas perspectivas despontam.

Em um estudo realizado em Bruxelas e apresentado no Congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco), pesquisadores concluíram que engravidar após o fim do tratamento do câncer não aumenta as chances dos tumores reaparecerem. Até então, o impasse residia na questão de que durante a gravidez há um crescimento da produção hormonal na mulher e alguns tumores – especialmente os de mama – têm receptores para esses hormônios. No entanto, o temor de que um novo câncer pudesse ser “alimentado” por essas substâncias se mostrou infundado. Os cientistas acompanharam 1.207 mulheres que tiveram câncer de mama, com menos de 50 anos e sem metástases, e constataram não haver relação entre a gravidez e a possibilidade de reincidência.

Além disso, também nos dias de hoje já se reconhecem possibilidades para driblar o risco da infertilidade provocada pelo tratamento. Essa ameaça ainda é uma realidade, e se justifica pelo fato de que, como os tratamentos são antiproliferação celular, há a possibilidade de interferência na saúde das células reprodutivas, levando à uma menopausa precoce.

Para isso, o congelamento de óvulos tem sido uma alternativa cada vez mais viável de manter a possibilidade de ter filhos para a mulher. Antes, contudo, havia um impasse na urgência de começar o tratamento do câncer e impossibilidade de esperar o tempo do ciclo menstrual para colher óvulos maduros. Nos dias de hoje, felizmente, já existem recursos que estimulam o corpo a acelerar essa produção e que não utilizam alguns hormônios que podem ser arriscados no momento em que o câncer ainda está ativo no corpo da mulher.

Via: Metrópoles e Diario de Pernambuco