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Cada vez mais frequente no Brasil, o linfoma é um tipo de câncer que se origina nas células do sistema linfático. O sistema linfático, por sua vez, é uma rede de vasos, nódulos e outros órgãos que são responsáveis por transportar para todo o corpo os glóbulos brancos – ou linfócitos – e outras substâncias. Segundo o Inca – Instituto Nacional do Câncer, a previsão no Brasil é de mais de 12,5 mil novos casos por ano.

Esse câncer se desenvolve em mais de 60 tipos diferentes de tumor. De forma mais simples, eles podem ser divididos basicamente ente dois tipos: linfomas de Hodgkin e linfomas não-Hodgkin. A diferenciação entre eles se dá pelas características da célula e só pode ser definida por um médico. Os linfomas não-Hodgkin respondem por uma parcela maior dos casos.

Os sintomas são variados. O alarme mais forte é o crescimento dos gânglios linfáticos– também chamados de ínguas, no corpo. Esse sinal costuma aparecer no pescoços, acima da clavícula, nas axilas ou virilhas. Suor noturno excessivo, febre, coceira na pele e perda de peso inexplicada também podem ser indícios.

A biópsia é necessária para o diagnóstico do linfoma. Muitas vezes ela envolve a retirada completa do gânglio comprometido. Exames de imagens também costumam ser precisos para determinar mais sobre o tumor e a extensão da doença. O prognóstico geralmente é otimista. As chances de cura são ao redor de 70%. Em algumas situações, especialmente se descoberto no começo, esse número pode alcançar 90% de chances de sucesso.

O tratamento da doença envolve quimioterapia quase na totalidade dos casos. Radioterapia e poliquimioterapia (quimioterapia com múltiplas drogas) também podem ser indicados.

Via: Saúde Abril, AC Camargo e Inca