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Janeiro abre o ano em uma campanha de combate ao câncer de colo de útero. Também chamado de câncer cervical, esse tipo da doença é o terceiro tumor mais frequente na população feminina e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil – segundo dados do INCA.

O câncer de colo de útero é causado pela infecção persistente do vírus do HPV – que é sexualmente transmissível. Não são todos os casos de HPV que se desenvolvem. Geralmente, são necessários anos da infecção em sua forma mais agressiva para que se atinja o estágio mais grave da doença – o de câncer.

O HPV é um vírus comum na população. O início da vida sexual precoce e a multiplicidade de parceiros sexuais são fatores de risco para a infecção. O sexo com preservativo pode proteger, mas não garante o não contágio viral, que pode se transformar em um tumor maligno. No Brasil, existem vacinas eficazes que ajudam a evitar a propagação da doença.

Os sintomas desse tipo de câncer são extremamente silenciosos. Quando existem, no entanto, podem se manifestar na forma de corrimento vaginal alterado, sangramento vaginal e dor pélvica constante. O diagnóstico, por sua vez, é muito fácil através do exame ginecológico preventivo, o Papanicolaou. A recomendação é que mulheres a partir de 21 anos o realizem pelo menos uma vez, a cada três anos.

Se detectado precocemente, esse câncer é curável em quase 100% dos casos. O prognóstico pode ser diferente caso o câncer já tenha se espalhado e provocado metástase – quando o câncer se espalha para outros órgãos. Por isso, a prevenção regular é tão importante.