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Câncer de estômago

Doença de blogueira faz alerta sobre a prevenção do câncer de estômago

A morte da blogueira e influenciadora digital Nara Almeida, no último dia 21 de maio, deixou uma forte mensagem de perseverança na luta contra a doença. Nara foi uma lutadora determinada e mostrou todo o seu tratamento pelas redes sociais, sempre com uma mensagem de força e esperança na luta contra o câncer. Mas a história da influenciadora digital também foi um importante alerta à população: a necessidade de se fazer exames para prevenir o câncer. Nara sofria com um câncer de estômago há quase um ano.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, só em 2018, 21.290 novos casos de câncer de estômago serão diagnosticados no Brasil, sendo 2.420 na Região Norte e no Maranhão, estado onde nasceu a blogueira, que possuía mais de três milhões de seguidores na rede social Instagram.

Também denominado câncer gástrico, os tumores do estômago se apresentam, predominantemente, na forma de três tipos histológicos: adenocarcinoma (responsável por 95% dos tumores), linfoma, diagnosticado em cerca de 3% dos casos, e leiomiossarcoma, iniciado em tecidos que dão origem aos músculos e aos ossos.

A equipe de Oncologia do Hospital HSM, referência no combate e tratamento do câncer no Pará, alerta que a maioria dos casos ocorre em homens a partir dos 50 anos. Dado que é confirmado pelo INCA. Segundo o Instituto, cerca de 65% dos pacientes diagnosticados com câncer de estômago possuem esta faixa etária. Porém, quando ocorre em jovens, este tipo de câncer costuma ser mais agressivo.

Foi o caso da blogueira Nara Almeida. Há 10 meses, ela travava uma luta pública contra a doença, que se espalhou por outras partes do corpo e lhe interrompeu a vida aos 24 anos.

A equipe do HSM alerta, ainda, para os sintomas que significam um alerta e que devem ser apresentados a um médico especialista o quanto antes: perda de peso sem causa aparente, dor abdominal, sensação de empachamento, aumento do volume abdominal e anemia.

No Brasil, esses tumores aparecem em terceiro lugar na incidência entre homens e em quinto, entre as mulheres. No resto do mundo, dados estatísticos revelam declínio da incidência, especificamente nos Estados Unidos, Inglaterra e outros países mais desenvolvidos.

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