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7 mitos sobre o câncer e a quimioterapia

Apesar de temida, a quimioterapia é um dos principais medicamentos na luta contra o câncer. Apesar dos efeitos colaterais ainda intensos, muitas evoluções vem sendo conquistadas. Atualmente, muitos efeitos colaterais que são generalizados na crença popular não são mais reais.

Médicos da Sociedade Brasileira de Oncologia (Sboc) desmistificam questões e explicam a verdade para cada situação:

1 – Os cabelos sempre caem.

A queda dos fios depende do tipo do medicamento. Existem vários quimioterápicos e nem todos fazem com que o cabelo caia. Mesmo entre os tipos que provocam o efeito, a intensidade de queda é variável.

2 – Enjoos e vômitos serão constantes.

Felizmente, esse efeito colateral é cada vez menos frequente no tratamento. Ele também depende do tipo do medicamento e, ainda, da sensibilidade de cada pessoa. Existem, também, vários remédios eficazes para driblar esses sintomas, além dos cuidados com a dieta.

3 – Sexo é proibido.

Não há nenhuma contraindicação formal para isso. É fato, apenas, que nem sempre a disposição se mantém e respeitar os limites do corpo é fundamental. Um ponto importante, no entanto, é que mulheres durante o tratamento devem adotar métodos contraceptivos eficazes, pois a gravidez não é recomendada.

4 – Não é permitido brincar com bichos de estimações.

A companhia dos pets é muitas vezes importante para melhorar o estresse e aumentar a autoestima. Apenas em alguns casos o afastamento temporário é importante por causa de baixas no sistema imunológico. Mas, no geral, bichos são, inclusive, aliados do tratamento.

5 – É preciso abrir mão do salão de beleza.

Evitar a retirada de cutículas da unha é a única recomendação ao longo do tratamento. O paciente não precisa abrir mão de sua vaidade, ao contrário, precisa cuidar da autoestima.

6 – É preciso ficar isolado durante o tratamento.

O isolamento só é indicado em situações especiais. Na grande maioria dos casos isso não é necessário. Manter a família e os amigos por perto pode ser de grande ajuda.

7 – O tratamento causa infertilidade

Apesar dos riscos reais de esterilização, existem muitas técnicas para preservar a fertilidade tanto no homem quanto na mulher. O congelamento de esperma, óvulos e embriões, por exemplo, é uma alternativa.

Via: Super Interessante

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Sarcoma: conheça e fique atento a esse raro tipo de câncer

Muitas pessoas nunca ouviram falar desse tipo de câncer e poucas sabem, de fato, o que é um sarcoma. Esse tipo de tumor corresponde a aproximadamente  1% de todos os casos e , no Brasil, a estimativa é de 7.500 novas ocorrências por ano.

Julho é o mês de informação e prevenção a esse tipo de câncer. O conhecimento é sempre nosso aliado no combate a essa forma da doença.

O que é um sarcoma?

Sarcoma é um tipo de câncer que se desenvolve nas partes moles e ósseas do corpo. As partes moles do corpo são basicamente os tecidos que ficam entre a pele e os órgãos. São os músculos, gorduras, tendões, nervos, etc. As partes ósseas, por sua vez, respondem por nossos ossos. Os sarcomas ósseos, no entanto, representam uma minoria de 20% dos casos.

Aproximadamente 80%  dos casos  de sarcoma são, então, das partes moles. As partes moles são, geralmente, mais de 50% do peso do corpo humano. Esses tumores podem, portanto, se desenvolver em quase qualquer lugar. Mas, geralmente, aparecem nos braços e nas pernas.

Existem diversas categorias possíveis para especificar o tipo do sarcoma e a nomenclatura varia de acordo com o tecido onde o tumor se originou. O sarcoma do tecido gorduroso é chamado lipossarcoma, por exemplo. O dos músculos lisos tem o nome de leiomissarcoma. No total, são mais de 50 tipo de tumores catalogados.

Sintomas e prevenção do sarcoma

O sarcoma é um tipo de câncer com poucos e discretos sintomas. Geralmente um pequeno “lombinho” na região afetada é notável. Eles costumam crescer de forma rápida e podem atingir grandes dimensões. Esses tumores costumam ser indolores, mas os sarcomas ósseos podem causar alguma dor.

Não existe recomendação formal de prevenção para essa doença. Não se expor a agentes cancerígenos de qualquer tipo é sempre uma forma de evitar qualquer tipo de câncer, incluindo o sarcoma. Pessoas com a síndrome de Li-Fraumeni podem ter uma predisposição maior e devem estar mais atentas.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico do sarcoma deve ser feito por um médico. Além do exame físico, exames de imagem são solicitados para a avaliação, e a conclusão só vem com uma biópsia do tumor.

Em caso de confirmação, é fundamental o estadiamento da doença – ou seja, a avaliação do estádio, disseminação e sobrevida – e a detecção do grau de malignidade do tumor antes de definir o tratamento. É necessário, ainda, fazer a avaliação dos pulmões, pois esse órgão é o que potencialmente mais sofre metástase desse tipo de câncer.

O tratamento do sarcoma pode envolver cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Atualmente, o mais comum para tratar sarcomas de alto grau nas extremidades é combinar as três alternativas.

Com informações de: AC Camargo, OncoMed e Instituto Vencer O Câncer.