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Categoria: Câncer nos Rins

Menina com câncer faz dueto de “Frozen” com enfermeiro

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Força de vontade e alto-astral são armas poderosas na luta contra o câncer. A mãe da corajosa Kamryn Slater, americana de 7 anos, que está passando pelo tratamento de um câncer no rim, registrou um momento emocionante no hospital. O vídeo, que pode ser visualizado através facebook clicando aqui, mostra a garotinha dublando uma música do filme “Frozen” da Disney, junto com o enfermeiro, e já se tornou um viral, com mais de 214 mil compartilhamentos.

Andrea Lynn, a mãe da menina, escreveu no facebook: “A má notícia é que nós estamos no hospital para uma transfusão de sangue, mas a boa notícia é que nós conhecemos o enfermeiro mais legal do mundo, Tom, que por acaso é um fã do filme ‘Frozen’. Isso aqui acabou de acontecer”. Os dois se divertem interpretando a letra da canção “Love is an open door” (“o amor é uma porta aberta”).

A família da menina arrecada dinheiro através de uma campanha para financiar o tratamento da menina. Os interessados em ajudar podem comprar uma camisa da iniciativa #TeamKamryn. A página deles no facebook conta que, após sentir dores na barriga, Kamryn realizou um ultrassom que indicou um tumor extenso em um dos seus rins, caracterizando câncer em estágio III. A cirurgia para retirada não foi bem-sucedida –pois o tumor rompeu durante a operação- e a garotinha ainda está em recuperação para, só então, começar a quimioterapia. Se o tumor encolher com o tratamento, uma nova cirurgia pode ser realizada juntamente com mais ciclos de quimioterapia e radioterapia.

“Essa menina doce tem que passar por algo que nenhuma criança deveria enfrentar (…) Mas Kamryn é forte e vai superar isso!”, diz texto publicado na página da campanha.

Com informações de: Globo.com

 

Dia do Rim: Combate ao câncer renal é feito com vida saudável e modernos exames

Foto: Reprodução

Em geral, o câncer passa muito tempo sem manifestar sintomas muito notáveis. E, quando eles se aparecem, a doença já está em estágio mais avançado. É por isso que o câncer de rim é tido como uma doença perigosa, o que evidencia, ainda mais, a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

A neoplasia consiste em tumores malignos que surgem, principalmente, a partir da sexta década de vida. “O principal tipo é o Carcinoma de Células Renais que corresponde a cerca de 3% de todos os tumores malignos do adulto. Estes tumores crescem, em média, 4 mm ao ano”, explica Rodrigo Alencar, membro Titular da Sociedade Brasileira de Urologia e Urologista do Hospital HSM.

O médico conta que o câncer renal acomete mais o sexo masculino na proporção de 3:1. “Mas, não se tem explicação para a maior incidência no sexo masculino. Esse O número de casos dessa tipo de tumor aumentou 50% nos últimos 20 anos”.

O Globocan, um projeto da Organização Mundial da Saúde que visa coletar, organizar e divulgar dados estimativos da incidência e mortalidade dos tipos mais comuns de câncer no mundo, revela que o câncer de rim tornou-se o terceiro tumor mais frequente do trato genito-urinário dos brasileiros, ficando atrás apenas do câncer da próstata e câncer da bexiga.

A pesquisa indica, ainda, que a taxa de mortalidade por câncer de rim no Brasil é de 54%. Isso significa que para cada dois pacientes diagnosticados com a doença, um vem a falecer. Nos Estados Unidos, esse número é de 24% e na Austrália, 37%. A elevada mortalidade dos pacientes brasileiros é em decorrência do diagnóstico feito mais tardiamente, quando a doença é mais avançada, o que acontece porque a doença só apresentar sintomas em estágios mais avançados. Entre alguns sinais estão sangue na urina, massa abdominal palpável, dor lombar e perda de peso inexplicável.

Mas, a tecnologia está mudando esse cenário. Com o desenvolvimento e popularização de exames como ultra-som, tomografia computadorizada e ressonância magnética, os médicos conseguem diagnosticar esse tipo de câncer em sua fase inicial, quando ainda não provoca sintomas, aumentando enormemente as chances de cura dos pacientes. Para Rodrigo, “os exames de imagem nos permitem diagnosticar cânceres renais com uma sensibilidade de quase 95%. E ainda permitem avaliar e definir com exatidão o estágio da doença”.

As causas do câncer renal são desconhecidas na grande maioria das vezes. “Suspeita-se que estas neoplasias possam estar envolvidas com a exposição de alguns agentes químicos, como Nitrosaminas e Cádmio, dieta rica em gordura e exposição à radiação. Recomendamos como medidas preventivas hábitos saudáveis, como a prática de atividades físicas e dieta pobre em gordura”, salienta o médico.

O principal tratamento é a cirurgia para retirada do tumor. Até poucos anos atrás, esse procedimento era realizado pela via convencional, ou seja, através de uma incisão de cerca de 20 cm na região lombar. “Hoje, realizamos o tratamento cirúrgico minimamente invasivo, a cirurgia videolaparoscópica, comumente chamada pelos leigos de cirurgia do laser. Esse método possui os mesmos resultados de cura, mas com a grande vantagem de mínimas incisões, o que diminui a dor pós-operatória, o tempo de internação, o risco de hérnias, e de infecções de ferida operatória”, revela Rodrigo.

O tratamento da doença mais avançada (metastática) também evoluiu nos últimos cinco anos com o desenvolvimento de drogas alvo, medicações que diminuem a irrigação sanguínea do tumor. Porém, essa terapêutica não substitui a cirurgia, apenas complementa o tratamento. Em alguns casos mais sérios, quando os pacientes ficaram sem rins após a cirurgia, é necessário terapia de substituição temporária (hemodiálise) e definitiva (transplante renal).

“Essa neoplasia é perfeitamente curável quando diagnosticada e tratada em suas fases iniciais, quando o tumor ainda está restrito ao rim e não invadiu órgãos vizinhos ou à distância. Ficamos felizes em dizer que hoje há cura para esse câncer através de técnicas cirúrgicas menos agressivas”, conclui Rodrigo Alencar.

Dieta saudável pode reduzir risco de câncer

O câncer é a segunda causa de morte nos países desenvolvidos, ficando atrás apenas de doenças cardiovasculares. Em países em desenvolvimento, como o Brasil, o câncer também representa um fator significativo de mortes. Só nós próximos dois anos, 500 mil novos casos da doença devem surgir no país, segundo projeções do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Leia +