Estudo divulgado pelo Instituto Nacional do Câncer estima 577 mil novos casos da doença para o ano que vem

coletiva-cncer-estimativa-2014-Fotos-Erasmo-Salomo-ASCOMMS-e1385653798328Estudo divulgado na quarta-feira (27) pelo Ministério da Saúde, através do Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima que haverá 576.580 novos casos de câncer diagnosticados no país em 2014. Entre os que devem ter maior incidência, estão os de pele, próstata e mama.

“A estimativa para 2014 é 11% maior que o total de novos casos esperados dois anos atrás (520 mil). Melhorias na quantidade e qualidade da base de dados podem ter interferido no índice, uma vez que o número é calculado com base nas taxas de mortalidade dos estados e capitais brasileiras”, informou em nota o ministério.

A previsão, de acordo com o governo, é que o tumor de pele não melanoma, considerado o mais frequente na população feminina e masculina, atinja 182 mil pessoas no próximo ano, equivalente a 31,5% do total.

Na sequência, segundo a previsão do ministério, são esperados, aproximadamente, 69 mil novos casos de câncer de próstata em 2014. Em relação às mulheres, diz o Ministério da Saúde, o câncer de mama deve atingir mais de 57 mil casos.

Entre as estimativas para as regiões, em 2014 devem surgir 299,7 mil casos no Sudeste, 116,3 mil no Sul, 99,06 mil no Nordeste, 41,4 mil no Centro-Oeste e pouco mais de 20 mil no Norte.

O Ministério da Saúde informou que o câncer é, atualmente, a segunda principal causa de morte no Brasil e no mundo, atrás apenas das doenças cardiovasculares. Segundo o levantamento do governo, em 2011 foram registradas 184.384 mortes por câncer em todo o país.

Números “não assustam”
O coordenador de Prevenção e Vigilância do Inca, Cláudio Noronha, disse que os números da estimativa divulgados nesta quarta-feira “não assustam”, mas “chamam a atenção”.

“Os números não assustam, dentro das expectativas, mas chamam a atenção. É preciso organizar os sistemas de saúde públicos, para que a prevenção, o diagnóstico e o tratamento sejam feitos da melhor maneira para estas pessoas”, afirmou.

Noronha disse ainda que a estimativa de 577 mil casos está diretamente relacionada a quatro fatores. “Os fatores de risco são, na maioria dos casos, tabagismo, alimentação inadequada, falta de atividade física e consumo exagerado de bebida alcoólica”, afirmou.

Com informações do G1 e Inca