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Medicamento para hipertensão aumenta o risco para câncer de pele não melanoma

Um estudo realizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) associou o uso cumulativo do medicamento hidroclorotiazida ao aumento de risco para  o câncer de pele não melanoma. O medicamento é utilizado para tratar a hipertensão arterial e para o controle de edemas.

Por meio de um alerta, a Anvisa explicou que “a descoberta foi realizada por meio de estudos epidemiológicos que demonstraram uma associação dose-dependente cumulativa — que ocorre quando a dose utilizada de um determinado medicamento está diretamente relacionada com seus efeitos — entre o medicamento em questão e o câncer de pele não melanoma”.

O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil. Ele é causado pela exposição prolongada ao sol. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), as estimativas para este ano apontaram 165.580 novos casos.

Ainda de acordo com a Agência, em um dos estudos foi possível notar também uma associação entre câncer de lábio e a exposição ao medicamento.

Em um comunicado lançado também pela Anvisa, é solicitado que profissionais de saúde informem aos pacientes tratados com hidroclorotiazida sobre o risco de câncer de pele, principalmente os que já utilizam o medicamento há muito tempo. Eles também devem ficar atentos a sinais na pele e não devem interromper o tratamento sem a orientação de um médico.

Fontes: Agência Brasil e INCA.

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Câncer de pele

Câncer de pele é o mais frequente no Brasil

O câncer de pele é uma doença que se divide em dois tipos, melanoma e não melanoma. Juntas, as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) para a doença apontam 171.840 novos casos em 2018. O tipo não melanoma é o câncer mais frequente no Brasil. Atitudes simples podem fazer muita diferença na prevenção da doença. A exposição prolongada ao sol, principalmente entre 10h e 16h, ainda é um dos principais fatores de risco.

Câncer de pele não melanoma

Corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil. Ele é o tipo de câncer mais frequente no país, mas se descoberto de maneira precoce, tem altas chances de sucesso no tratamento.

É raro em crianças e em negros e geralmente atinge pessoas a partir dos 40 anos. Com a constante exposição de jovens aos raios solares, essa média de idade vem diminuindo. O câncer de pele não melanoma apresenta tumores de diferentes tipos, o mais comum – e também o menos agressivo – é o carcinoma basocelular.

Câncer de pele melanoma

Origina-se nas células produtoras de melanina (melanócitos), substância que determina a cor da pele. Pode aparecer em qualquer parte do corpo, formando manchas, pintas ou sinais.

O câncer de pele tipo melanoma representa apenas 3% dos casos desse tipo de câncer. Ele é o tipo mais grave, devido à sua alta possibilidade de provocar metástase (disseminação do câncer para outros órgãos). Nos últimos anos, os avanços na prevenção e no tratamento do câncer demonstraram ótimos resultados de prognóstico.

Prevenção

Confira algumas dicas para se prevenir do câncer de pele:

  • Evitar exposição prolongada ao sol entre 10h e 16h;
  • Procurar lugares com sombra;
  • Usar proteção adequada, como roupas, bonés ou chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV, sombrinhas e barracas;
  • Aplicar na pele, antes de se expor ao sol, filtro (protetor) solar com fator de proteção 15, no mínimo;
  • Usar filtro solar próprio para os lábios.

Fonte: INCA.