Categorias
Câncer

Fatores de gênero influenciam na incidência de câncer

Até que ponto o gênero influencia na tendência maior ou menor em desenvolver câncer? Este é um fator preponderante? Vamos debater este mês o assunto aqui no Blog, além também de falar dos principais cânceres em destaque no mês: sarcoma e bexiga.

O câncer de estômago, por exemplo, se manifesta mais em homens do que em mulheres. De acordo com o INCA, estão previstos 21.290 casos este ano, sendo 13.540 em homens e 7.750 em mulheres. Ainda segundo o Instituto, a ocorrência desse tipo de câncer é maior em homens devido aos hábitos alimentares e o estresse intenso que leva ao aparecimento de úlceras. Estudos apontam que o público masculino não costuma procurar auxílio médico aos primeiros sintomas de que algo não vai bem.

O câncer de pulmão é o mais comum dos tumores malignos, apresentando o aumento de 2% todos os anos. Devido ao tabagismo, o câncer de pulmão acomete mais homens do que mulheres. Os casos de 2018 são 31.270, sendo 18.740 homens e 12.530 mulheres. Apesar do número de homens fumantes ainda ser maior, a população feminina se aproxima cada vez mais desse placar a cada ano, o que é extremamente preocupante para o setor da saúde de modo geral, pois o cigarro prejudica não apenas quem fuma, mas as pessoas ao redor também.

A maior parte das incidências de câncer acometem homens, com pouquíssimas exceções, como por exemplo, o câncer colorretal. O câncer colorretal aparece em forma de tumores que acometem uma parte do intestino grosso (o cólon) e o reto. É altamente tratável se for detectado precocemente. A maior parte dos tumores se inicia a partir de pólipos benignos que se alojam na parede do intestino grosso. A melhor forma de prevenção para esse tipo de câncer é identificar os pólipos e retirá-los antes que se tornem malignos. Estimativa de novos casos: 36.360, sendo 17.380 homens e 18.980 mulheres.

A maioria dos casos de câncer podem ser curados, sejam em homens ou em mulheres , se descobertos a tempo. Por isso, fique atento a qualquer sinal ou sintoma diferente no seu corpo. Procure seu médico de confiança!

Semana que vem a gente volta ao assunto.

Categorias
Câncer

Quais as causas do câncer?

Na verdade, ninguém contrai o câncer  porque não se trata de uma doença infecciosa e não passa de pessoa para pessoa. Ele tem origem genética, o que não quer dizer que o seu aparecimento está ligado apenas ao fator hereditário. O nosso corpo é formado por células que se organizam em tecidos e órgãos. O natural é que elas se dividam, amadureçam e morram, gerando um ciclo de renovações. O desenvolvimento do câncer acontece quando as células fogem dessa rotina e sofrem um acúmulo de mutações que as transformam em células malignas. “Não existe uma causa única para que isso aconteça, essas transformações celulares ocorrem por diversos fatores, sejam hereditários, ambientais e de consumo (como o uso excessivo de álcool e cigarro) ou hormonais,” explica Williams Barra, oncologista do HSM.

Como os mecanismos de transformação das células são decorrentes do acúmulo de mutações, o avanço da idade está relacionado ao maior risco. “Os variados grupos possuem riscos específicos, por exemplo, homens e câncer de próstata, mulheres e câncer de mama e colo de útero. Algumas pessoas com conhecida predisposição genética possuem risco de alguns tumores em especial”, destaca o Dr. Williams.  A prevenção continua sendo a melhor alternativa para evitar ou minimizar o surgimento do câncer. Hábitos que fortalecem o organismo atuam como poderosos inibidores destes males, como uma alimentação balanceada, rica em frutas, verduras e carnes magras, além da redução de gordura saturada, sal e enlatados. Praticar atividade física regular também é fundamental para uma vida saudável, assim como evitar o consumo de álcool e cigarro.

Categorias
Câncer Tratamentos

7 mitos sobre o câncer e a quimioterapia

Apesar de temida, a quimioterapia é um dos principais medicamentos na luta contra o câncer. Apesar dos efeitos colaterais ainda intensos, muitas evoluções vem sendo conquistadas. Atualmente, muitos efeitos colaterais que são generalizados na crença popular não são mais reais.

Médicos da Sociedade Brasileira de Oncologia (Sboc) desmistificam questões e explicam a verdade para cada situação:

1 – Os cabelos sempre caem.

A queda dos fios depende do tipo do medicamento. Existem vários quimioterápicos e nem todos fazem com que o cabelo caia. Mesmo entre os tipos que provocam o efeito, a intensidade de queda é variável.

2 – Enjoos e vômitos serão constantes.

Felizmente, esse efeito colateral é cada vez menos frequente no tratamento. Ele também depende do tipo do medicamento e, ainda, da sensibilidade de cada pessoa. Existem, também, vários remédios eficazes para driblar esses sintomas, além dos cuidados com a dieta.

3 – Sexo é proibido.

Não há nenhuma contraindicação formal para isso. É fato, apenas, que nem sempre a disposição se mantém e respeitar os limites do corpo é fundamental. Um ponto importante, no entanto, é que mulheres durante o tratamento devem adotar métodos contraceptivos eficazes, pois a gravidez não é recomendada.

4 – Não é permitido brincar com bichos de estimações.

A companhia dos pets é muitas vezes importante para melhorar o estresse e aumentar a autoestima. Apenas em alguns casos o afastamento temporário é importante por causa de baixas no sistema imunológico. Mas, no geral, bichos são, inclusive, aliados do tratamento.

5 – É preciso abrir mão do salão de beleza.

Evitar a retirada de cutículas da unha é a única recomendação ao longo do tratamento. O paciente não precisa abrir mão de sua vaidade, ao contrário, precisa cuidar da autoestima.

6 – É preciso ficar isolado durante o tratamento.

O isolamento só é indicado em situações especiais. Na grande maioria dos casos isso não é necessário. Manter a família e os amigos por perto pode ser de grande ajuda.

7 – O tratamento causa infertilidade

Apesar dos riscos reais de esterilização, existem muitas técnicas para preservar a fertilidade tanto no homem quanto na mulher. O congelamento de esperma, óvulos e embriões, por exemplo, é uma alternativa.

Via: Super Interessante

Categorias
Câncer

Sarcoma: conheça e fique atento a esse raro tipo de câncer

Muitas pessoas nunca ouviram falar desse tipo de câncer e poucas sabem, de fato, o que é um sarcoma. Esse tipo de tumor corresponde a aproximadamente  1% de todos os casos e , no Brasil, a estimativa é de 7.500 novas ocorrências por ano.

Julho é o mês de informação e prevenção a esse tipo de câncer. O conhecimento é sempre nosso aliado no combate a essa forma da doença.

O que é um sarcoma?

Sarcoma é um tipo de câncer que se desenvolve nas partes moles e ósseas do corpo. As partes moles do corpo são basicamente os tecidos que ficam entre a pele e os órgãos. São os músculos, gorduras, tendões, nervos, etc. As partes ósseas, por sua vez, respondem por nossos ossos. Os sarcomas ósseos, no entanto, representam uma minoria de 20% dos casos.

Aproximadamente 80%  dos casos  de sarcoma são, então, das partes moles. As partes moles são, geralmente, mais de 50% do peso do corpo humano. Esses tumores podem, portanto, se desenvolver em quase qualquer lugar. Mas, geralmente, aparecem nos braços e nas pernas.

Existem diversas categorias possíveis para especificar o tipo do sarcoma e a nomenclatura varia de acordo com o tecido onde o tumor se originou. O sarcoma do tecido gorduroso é chamado lipossarcoma, por exemplo. O dos músculos lisos tem o nome de leiomissarcoma. No total, são mais de 50 tipo de tumores catalogados.

Sintomas e prevenção do sarcoma

O sarcoma é um tipo de câncer com poucos e discretos sintomas. Geralmente um pequeno “lombinho” na região afetada é notável. Eles costumam crescer de forma rápida e podem atingir grandes dimensões. Esses tumores costumam ser indolores, mas os sarcomas ósseos podem causar alguma dor.

Não existe recomendação formal de prevenção para essa doença. Não se expor a agentes cancerígenos de qualquer tipo é sempre uma forma de evitar qualquer tipo de câncer, incluindo o sarcoma. Pessoas com a síndrome de Li-Fraumeni podem ter uma predisposição maior e devem estar mais atentas.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico do sarcoma deve ser feito por um médico. Além do exame físico, exames de imagem são solicitados para a avaliação, e a conclusão só vem com uma biópsia do tumor.

Em caso de confirmação, é fundamental o estadiamento da doença – ou seja, a avaliação do estádio, disseminação e sobrevida – e a detecção do grau de malignidade do tumor antes de definir o tratamento. É necessário, ainda, fazer a avaliação dos pulmões, pois esse órgão é o que potencialmente mais sofre metástase desse tipo de câncer.

O tratamento do sarcoma pode envolver cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Atualmente, o mais comum para tratar sarcomas de alto grau nas extremidades é combinar as três alternativas.

Com informações de: AC Camargo, OncoMed e Instituto Vencer O Câncer.

Categorias
Câncer

Vídeo de pequena paciente de câncer dançando Marília Mendonça viraliza

Um vídeo gravado na área oncológica de um hospital em São Paulo viralizou na internet e emocionou as pessoas deixando um rastro de milhares de visualizações. A causa é justa. A pequena Sophia, de 1 ano e 4 meses, que está em tratamento de câncer, dança sem nenhuma timidez enquanto o pediatra, Paulo Martins, toca um sertanejo.

O médico conta que levou, nesse dia, seu ukulele, um instrumento musical de cordas, para o hospital para alegrar seus pacientes. Ele explica que sempre busca aliar os tratamentos tradicionais com terapias que animem os pequenos que estão em busca da cura. Quando Paulo notou que o dia estava tranquilo na ala de oncologia, ele e duas médicas residentes foram de quarto em quarto para tocar músicas. Durante o trajeto, ele percebeu que uma pequena paciente o seguia para ouvi-lo tocando o instrumento.

Saindo do último quarto, Paulo notou que não ia ter jeito. O pai da menininha pediu para ele, por favor, tocar algo pra ela. Paulo se preocupou por não conhecer nenhuma música infantil, mas o pai logo disse que era só tocar uma da Marília Mendonça que ela ia amar. O resultado você confere clicando aqui. 

Depois do grande sucesso que foi o vídeo no qual o médico canta a música “Eu Sei de Cor” para Sophia, a própria cantora Marília Mendonça se emocionou com a história e buscou conhecer a menina.

Em depoimento, a mãe de Sophia diz: “Ver a cantora Marília Mendonça sentada no chão tentando fazer amizade com a Sophia foi emocionante. Você percebe nesse momento que, mesmo famosas, as pessoas são humanas e têm sentimentos”.