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Dor e febre durante o tratamento do câncer: o que fazer?

O tratamento de câncer desperta diversas dúvidas nos pacientes e em seus familiares. Pensando nisso, conversamos com a enfermeira Fabiane Ribeiro, do Hospital HSM, para esclarecer alguns questionamentos frequentes. Confira.

Blog do Câncer: Os pacientes precisam ter medo do tratamento?

Fabiane Ribeiro: Não, principalmente porque terão acompanhamento do médico oncologista de uma equipe de multiprofissionais. Com isso, todas as orientações vão sendo repassadas e, ao longo do tratamento, ocorre o acompanhamento e as devidas orientações.

BdC: Ele causa dor?

FR: Muitas vezes, as dores são reflexo da patologia existente. Qualquer dor durante as sessões de quimioterapia ou radioterapia devem ser informadas ao profissional, enfermeiro, médico oncologista ou radioterapeuta.

BdC: Quais os efeitos colaterais causados?

FR: Pode causar vômito ou náuseas, dependendo do tratamento. Porém, os médicos já deixam remédios prescritos para isso. Se ocorrer febre, o paciente deve procurar com urgência um médico.

BdC: Em relação à febre, porque deve ser tratado com mais atenção?

FR: A quimioterapia provoca uma baixa de resistência e a febre é um sinal de infecção. Nós indicamos que pacientes com temperaturas acima de 37.8°C devem procurar imediatamente a urgência de um hospital para serem avaliados com exames que dirão se as defesas estão altas ou baixas e, se for o caso, serem medicados para normalizar.

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Com ajuda das mulheres, o tratamento do câncer de próstata pode ter 90% de chance de sucesso

Durante muito tempo, os homens tiveram dificuldade em identificar o câncer de próstata por não aceitarem realizar o exame do toque retal, um dos exames responsáveis pelo diagnóstico da doença. Hoje, porém, o cenário é diferente. Além das campanhas de prevenção, que incentivam a aceitação aos exames, muitas mulheres ajudam seus maridos na adesão ao tratamento que pode ter até 90% de chance de sucesso.

As estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam 68.220 novos casos da doença em 2018. Ainda segundo o INCA, o câncer de próstata é o segundo tipo de câncer que mais atinge homens no Brasil. A doença pode aparecer de maneira silenciosa, por isso é importante que homens a partir dos 45 anos e que estão nos grupos de risco realizem exames preventivos anualmente.

O médico urologista, Roberto Quaioti, explica que o preconceito, a timidez e até o medo de um diagnóstico ruim acabam afastando os homens dos exames. No entanto “a aceitação dos homens está maior, graças à mídia e às mulheres, que acabam convencendo-os a irem ao médico anualmente”, afirma o médico.

O diagnóstico da doença pode vir através de dois exames, o PSA (feito com amostra de sangue) e o toque retal. “Feito o diagnóstico, esse paciente tem que ser tratado”, diz o médico. Ele também explica que se o diagnóstico for precoce, as chances de sucesso no tratamento podem chegar a 90% em casos onde o tumor é de baixo grau e está localizado somente na próstata.

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Imunoterapia Tratamentos

Conheça o método da imunoterapia que ganhou o Nobel de Medicina

A imunoterapia tem o objetivo de estimular o sistema imunológico a atacar células cancerígenas. O ponto de partida para o desenvolvimento da técnica foi a identificação de proteínas que impedem essa reação do organismo, resultado das pesquisas realizadas pelos imunologistas James P. Alisson, dos Estados Unidos, e Tasuku Honjo, do Japão. Considerado revolucionário, o estudo rendeu a eles o Prêmio Nobel de Medicina deste ano.

Os imunologistas estudaram proteínas que impedem que as principais células do corpo, as células T, ataquem células cancerígenas. Allison, 70 anos e professor na Universidade do Texas, estudou no início dos anos 1990 a proteína CTLA-4, que funciona como uma espécie de freio do linfócito T. Honjo, 76 anos e professor na Universidade de Kyoto, descobriu em 1992 outra proteína na superfície dos linfócitos T: a PD-1, que também freia as células imunológicas, mas com outro mecanismo.

Confiram uma matéria em que o Dr. Drauzio Varella explica como o tratamento funciona e fala um pouco dos imunologistas premiados aqui.

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7 mitos sobre o câncer e a quimioterapia

Apesar de temida, a quimioterapia é um dos principais medicamentos na luta contra o câncer. Apesar dos efeitos colaterais ainda intensos, muitas evoluções vem sendo conquistadas. Atualmente, muitos efeitos colaterais que são generalizados na crença popular não são mais reais.

Médicos da Sociedade Brasileira de Oncologia (Sboc) desmistificam questões e explicam a verdade para cada situação:

1 – Os cabelos sempre caem.

A queda dos fios depende do tipo do medicamento. Existem vários quimioterápicos e nem todos fazem com que o cabelo caia. Mesmo entre os tipos que provocam o efeito, a intensidade de queda é variável.

2 – Enjoos e vômitos serão constantes.

Felizmente, esse efeito colateral é cada vez menos frequente no tratamento. Ele também depende do tipo do medicamento e, ainda, da sensibilidade de cada pessoa. Existem, também, vários remédios eficazes para driblar esses sintomas, além dos cuidados com a dieta.

3 – Sexo é proibido.

Não há nenhuma contraindicação formal para isso. É fato, apenas, que nem sempre a disposição se mantém e respeitar os limites do corpo é fundamental. Um ponto importante, no entanto, é que mulheres durante o tratamento devem adotar métodos contraceptivos eficazes, pois a gravidez não é recomendada.

4 – Não é permitido brincar com bichos de estimações.

A companhia dos pets é muitas vezes importante para melhorar o estresse e aumentar a autoestima. Apenas em alguns casos o afastamento temporário é importante por causa de baixas no sistema imunológico. Mas, no geral, bichos são, inclusive, aliados do tratamento.

5 – É preciso abrir mão do salão de beleza.

Evitar a retirada de cutículas da unha é a única recomendação ao longo do tratamento. O paciente não precisa abrir mão de sua vaidade, ao contrário, precisa cuidar da autoestima.

6 – É preciso ficar isolado durante o tratamento.

O isolamento só é indicado em situações especiais. Na grande maioria dos casos isso não é necessário. Manter a família e os amigos por perto pode ser de grande ajuda.

7 – O tratamento causa infertilidade

Apesar dos riscos reais de esterilização, existem muitas técnicas para preservar a fertilidade tanto no homem quanto na mulher. O congelamento de esperma, óvulos e embriões, por exemplo, é uma alternativa.

Via: Super Interessante