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Tratamentos

Com ajuda das mulheres, o tratamento do câncer de próstata pode ter 90% de chance de sucesso

Durante muito tempo, os homens tiveram dificuldade em identificar o câncer de próstata por não aceitarem realizar o exame do toque retal, um dos exames responsáveis pelo diagnóstico da doença. Hoje, porém, o cenário é diferente. Além das campanhas de prevenção, que incentivam a aceitação aos exames, muitas mulheres ajudam seus maridos na adesão ao tratamento que pode ter até 90% de chance de sucesso.

As estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam 68.220 novos casos da doença em 2018. Ainda segundo o INCA, o câncer de próstata é o segundo tipo de câncer que mais atinge homens no Brasil. A doença pode aparecer de maneira silenciosa, por isso é importante que homens a partir dos 45 anos e que estão nos grupos de risco realizem exames preventivos anualmente.

O médico urologista, Roberto Quaioti, explica que o preconceito, a timidez e até o medo de um diagnóstico ruim acabam afastando os homens dos exames. No entanto “a aceitação dos homens está maior, graças à mídia e às mulheres, que acabam convencendo-os a irem ao médico anualmente”, afirma o médico.

O diagnóstico da doença pode vir através de dois exames, o PSA (feito com amostra de sangue) e o toque retal. “Feito o diagnóstico, esse paciente tem que ser tratado”, diz o médico. Ele também explica que se o diagnóstico for precoce, as chances de sucesso no tratamento podem chegar a 90% em casos onde o tumor é de baixo grau e está localizado somente na próstata.

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Imunoterapia Tratamentos

Conheça o método da imunoterapia que ganhou o Nobel de Medicina

A imunoterapia tem o objetivo de estimular o sistema imunológico a atacar células cancerígenas. O ponto de partida para o desenvolvimento da técnica foi a identificação de proteínas que impedem essa reação do organismo, resultado das pesquisas realizadas pelos imunologistas James P. Alisson, dos Estados Unidos, e Tasuku Honjo, do Japão. Considerado revolucionário, o estudo rendeu a eles o Prêmio Nobel de Medicina deste ano.

Os imunologistas estudaram proteínas que impedem que as principais células do corpo, as células T, ataquem células cancerígenas. Allison, 70 anos e professor na Universidade do Texas, estudou no início dos anos 1990 a proteína CTLA-4, que funciona como uma espécie de freio do linfócito T. Honjo, 76 anos e professor na Universidade de Kyoto, descobriu em 1992 outra proteína na superfície dos linfócitos T: a PD-1, que também freia as células imunológicas, mas com outro mecanismo.

Confiram uma matéria em que o Dr. Drauzio Varella explica como o tratamento funciona e fala um pouco dos imunologistas premiados aqui.

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Luta Outubro Rosa

Times de futebol aderem à cor rosa em apoio à luta contra o câncer

Uma empresa de material esportivo anunciou que 12 clubes lançarão camisas femininas especiais em alusão ao Outubro Rosa, mês de prevenção ao câncer de mama. Iniciativas como essa, mostram como os times podem usar sua força para discutir assuntos importantes para a sociedade. A campanha tem objetivo de informar as mulheres sobre o quanto o diagnóstico precoce pode fazer uma enorme diferença no tratamento do câncer.

Segundo a empresa, os times Botafogo, Atlético-MG, Guarani, Ponte Preta, Brasil de Pelotas, Goiás, Figueirense, Vitória, Náutico, Paraná, Ceará e Remo receberão edições rosa da camisa. Além desses, outros times também costumam aderir à campanha e realizar ações que levam conscientização e até exames às mulheres.

O Grêmio, time do Rio Grande do Sul, também lançou uma edição especial das camisas do time na cor rosa. Parte do valor arrecadado com a venda delas será revestido para o Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (IMAMA-RS). É a terceira vez que o time adere à campanha.

Já o Corinthians, time de São Paulo, lançou a campanha “Peitos – é isso mesmo, só queremos chamar a sua atenção”. A Arena Corinthians, sede do time, receberá uma “carreta de mamografia” para realização de exames preventivos. A expectativa é de atender mil mulheres. Além disso, durante a realização de alguns jogos, 40 mulheres percorrerão o estádio com a blusa da campanha.

Fontes: Destak Jornal, iG Esporte e Gaúcha ZH.

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Câncer de pâncreas

Fumar triplica o risco para o câncer de pâncreas

O câncer de pâncreas atinge principalmente homens e se torna mais comum com o aumento da idade. O órgão, localizado atrás do estômago, compõe o sistema digestivo humano e é dividido em três partes: cabeça, corpo e cauda. O tipo de tumor mais comum é o adenocarcinoma, que se origina no tecido glandular. Ele corresponde a 90% dos casos, que em sua grande maioria afetam o lado direito (cabeça) do órgão.

Por estar localizado em uma região de difícil acesso, o câncer de pâncreas geralmente tem um diagnóstico tardio. Isso dificulta que a doença seja tratada em seu estágio inicial, apresentando alta taxa de mortalidade. No Brasil, 4% do total de mortes por câncer são causadas pelo de pâncreas.

Antes dos 30 anos, a doença é rara. Sua incidência se torna maior com o avanço da idade. Segundo a União Internacional Contra o Câncer (UICC), o número de casos, a cada 100 mil habitantes, cresce de 10, entre 40 e 50 anos, para 116, entre 80 e 85. Os homens são os mais atingidos.

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas e de gordura está entre os fatores de risco para a doença. Outro perigo é o tabagismo, fumantes têm três vezes mais chances de adquirir a doença. Os sintomas mais perceptíveis são a perda de peso e de apetite, fraqueza, diarreia e tontura. Quando o tumor avança, pode provocar dor na região das costas, que se tornam mais intensas com o tempo, e causar o aumento do nível de açúcar no sangue.

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Alimentação Quimioterapia

Empresária cria cerveja para pacientes em quimioterapia

Superação e partilha. Essas são palavras que podem resumir a história por trás do produto criado por Jana Drexlerova, CEO da Mamma Beer, empresa de Praga, na República Tcheca. Após enfrentar diversas quimioterapias e vencer o câncer, ela decidiu criar algo que pudesse ajudar outros pacientes que passam pelo tratamento.

Desenvolvida para diminuir o mau gosto dos remédios utilizados nas sessões, a cerveja sem álcool contém, ainda, vitaminas e sais minerais importantes para a recuperação e imunidade dos pacientes. A ideia partiu do fato de Jana ter sofrido com muitas dores decorrentes das feridas que surgiram durante sua quimioterapia.

Na fórmula, é possível encontrar suco de maçã concentrado, potássio e vitamina B. A produção é feita em parceria com uma cervejaria local chamada Zatec. A cerveja foi produzida em edição limitada e foi distribuída em hospitais e farmácias do país.

Conheça mais detalhes desta história na Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

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Câncer de estômago

Câncer que matou Mr. Catra é o terceiro que mais atinge homens no Brasil

O câncer de estômago, responsável pela morte do cantor e compositor Wagner Domingues Costa, o Mr. Catra, está na lista de maior incidência no Brasil. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 65% dos pacientes diagnosticados têm mais de 50 anos.

O cantor descobriu o câncer no início de 2017, quando cortou o consumo de bebidas alcoólicas para iniciar as sessões de quimioterapia. Catra faleceu no último domingo (09), no Hospital do Coração (HCor), em São Paulo. Ele deixou três esposas e 32 filhos.

Também conhecido como câncer gástrico, o câncer de estômago não tem um sintoma específico. Porém, sinais como perda de peso e de apetite, fadiga, vômitos ou desconforto abdominal persistente podem indicar uma doença benigna (úlcera, gastrite, etc) ou mesmo um tumor no estômago. Por isso, é fundamental a investigação com ajuda de exames de imagem. Já o surgimento de uma massa palpável na parte superior do abdômen pode indicar o estágio avançado da doença.

Sangramentos gástricos são incomuns em lesões malignas, no entanto, em cerca de 15% dos casos ocorrem vômitos com sangue. Uma alimentação pobre em carnes e peixes e nas vitaminas A e C, o alto consumo de alimentos defumados, enlatados, com corantes ou conservados em sal são fatores de risco para esse tipo de câncer.

Evitar o cigarro e a ingestão de bebidas alcoólicas ajuda na prevenção do câncer de estômago. Ter uma alimentação saudável, com vegetais crus, frutas cítricas e alimentos ricos em fibras também é fundamental. Além disso, as vitaminas C e A agem como protetoras, pois evitam que os nitritos (conservantes de alimentos industrializados) se transformem em nitrosaminas (compostos químicos que podem surgir em alimentos, sendo alguns cancerígenos).

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Medicamentos

Everolimo e Xtandi são novas apostas para o tratamento de câncer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou dois medicamentos que agora farão parte do tratamento de câncer. Um é o primeiro medicamento genérico com a substância everolimo. Ele é indicado para câncer de mama em estado avançado, de rim, entre outros.

O produto chegará ao Brasil por um preço pelo menos 35% menor que o preço do medicamento de referência atual. Ele será produzido pela Natco Pharma Limited, sediada na Índia. A dona do registro no Brasil e responsável pela comercialização do produto no país é a Natcofarma do Brasil Ltda.

Indicações aprovadas para o everolimo:

  • câncer de mama avançado receptor hormonal-positivo;
  • tumores neuroendócrinos avançados;
  • câncer avançado do rim;
  • angiomiolipoma renal (um tumor do rim) associado ao Complexo da Esclerose Tuberosa (TSC) (em pacientes acima de 18 anos);
  • Sega (astrocitoma subependimário de células gigantes) associado ao Complexo da Esclerose Tuberosa (TSC).

O outro é o Xtandi (enzalutamida), que agora tem indicação terapêutica para o tratamento de homens com câncer de próstata não metastático resistente à castração. O produto será comercializado na forma farmacêutica de cápsula gelatinosa, com concentração de 40 miligramas (mg).

O produto tem registro na Anvisa desde dezembro de 2014, com indicação aprovada como antineoplásico para o tratamento de câncer de próstata metastático resistente à castração, em adultos que são assintomáticos ou ligeiramente sintomáticos, após falha de terapia de privação androgênica. Também tem uso aprovado para tratamento de câncer de próstata metastático resistente à castração em adultos que já tenham recebido terapia com docetaxel.

De acordo com estudos realizados pela indústria, o Xtandi apresentou melhora na sobrevida livre de metástases. Testes indicaram que o medicamento reduziu em 70,8% o risco de agravamento da doença quando comparado ao placebo, além de ter aumentado a mediana da sobrevida livre de metástases de 14,7 meses (no grupo placebo) para 36,6 meses no grupo da enzalutamida (diferença de 21,9 meses).

O Xtandi é fabricado pela empresa Catalent Pharma Solutions, LLC, localizada em Saint Petesburg, Flórida (EUA), e a detentora do registro do medicamento no país é a Astellas Farma Brasil Importação e Distribuição de Medicamentos Ltda.

Fonte: Ascom/Anvisa

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Câncer Tratamentos

7 mitos sobre o câncer e a quimioterapia

Apesar de temida, a quimioterapia é um dos principais medicamentos na luta contra o câncer. Apesar dos efeitos colaterais ainda intensos, muitas evoluções vem sendo conquistadas. Atualmente, muitos efeitos colaterais que são generalizados na crença popular não são mais reais.

Médicos da Sociedade Brasileira de Oncologia (Sboc) desmistificam questões e explicam a verdade para cada situação:

1 – Os cabelos sempre caem.

A queda dos fios depende do tipo do medicamento. Existem vários quimioterápicos e nem todos fazem com que o cabelo caia. Mesmo entre os tipos que provocam o efeito, a intensidade de queda é variável.

2 – Enjoos e vômitos serão constantes.

Felizmente, esse efeito colateral é cada vez menos frequente no tratamento. Ele também depende do tipo do medicamento e, ainda, da sensibilidade de cada pessoa. Existem, também, vários remédios eficazes para driblar esses sintomas, além dos cuidados com a dieta.

3 – Sexo é proibido.

Não há nenhuma contraindicação formal para isso. É fato, apenas, que nem sempre a disposição se mantém e respeitar os limites do corpo é fundamental. Um ponto importante, no entanto, é que mulheres durante o tratamento devem adotar métodos contraceptivos eficazes, pois a gravidez não é recomendada.

4 – Não é permitido brincar com bichos de estimações.

A companhia dos pets é muitas vezes importante para melhorar o estresse e aumentar a autoestima. Apenas em alguns casos o afastamento temporário é importante por causa de baixas no sistema imunológico. Mas, no geral, bichos são, inclusive, aliados do tratamento.

5 – É preciso abrir mão do salão de beleza.

Evitar a retirada de cutículas da unha é a única recomendação ao longo do tratamento. O paciente não precisa abrir mão de sua vaidade, ao contrário, precisa cuidar da autoestima.

6 – É preciso ficar isolado durante o tratamento.

O isolamento só é indicado em situações especiais. Na grande maioria dos casos isso não é necessário. Manter a família e os amigos por perto pode ser de grande ajuda.

7 – O tratamento causa infertilidade

Apesar dos riscos reais de esterilização, existem muitas técnicas para preservar a fertilidade tanto no homem quanto na mulher. O congelamento de esperma, óvulos e embriões, por exemplo, é uma alternativa.

Via: Super Interessante

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Câncer

Sarcoma: conheça e fique atento a esse raro tipo de câncer

Muitas pessoas nunca ouviram falar desse tipo de câncer e poucas sabem, de fato, o que é um sarcoma. Esse tipo de tumor corresponde a aproximadamente  1% de todos os casos e , no Brasil, a estimativa é de 7.500 novas ocorrências por ano.

Julho é o mês de informação e prevenção a esse tipo de câncer. O conhecimento é sempre nosso aliado no combate a essa forma da doença.

O que é um sarcoma?

Sarcoma é um tipo de câncer que se desenvolve nas partes moles e ósseas do corpo. As partes moles do corpo são basicamente os tecidos que ficam entre a pele e os órgãos. São os músculos, gorduras, tendões, nervos, etc. As partes ósseas, por sua vez, respondem por nossos ossos. Os sarcomas ósseos, no entanto, representam uma minoria de 20% dos casos.

Aproximadamente 80%  dos casos  de sarcoma são, então, das partes moles. As partes moles são, geralmente, mais de 50% do peso do corpo humano. Esses tumores podem, portanto, se desenvolver em quase qualquer lugar. Mas, geralmente, aparecem nos braços e nas pernas.

Existem diversas categorias possíveis para especificar o tipo do sarcoma e a nomenclatura varia de acordo com o tecido onde o tumor se originou. O sarcoma do tecido gorduroso é chamado lipossarcoma, por exemplo. O dos músculos lisos tem o nome de leiomissarcoma. No total, são mais de 50 tipo de tumores catalogados.

Sintomas e prevenção do sarcoma

O sarcoma é um tipo de câncer com poucos e discretos sintomas. Geralmente um pequeno “lombinho” na região afetada é notável. Eles costumam crescer de forma rápida e podem atingir grandes dimensões. Esses tumores costumam ser indolores, mas os sarcomas ósseos podem causar alguma dor.

Não existe recomendação formal de prevenção para essa doença. Não se expor a agentes cancerígenos de qualquer tipo é sempre uma forma de evitar qualquer tipo de câncer, incluindo o sarcoma. Pessoas com a síndrome de Li-Fraumeni podem ter uma predisposição maior e devem estar mais atentas.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico do sarcoma deve ser feito por um médico. Além do exame físico, exames de imagem são solicitados para a avaliação, e a conclusão só vem com uma biópsia do tumor.

Em caso de confirmação, é fundamental o estadiamento da doença – ou seja, a avaliação do estádio, disseminação e sobrevida – e a detecção do grau de malignidade do tumor antes de definir o tratamento. É necessário, ainda, fazer a avaliação dos pulmões, pois esse órgão é o que potencialmente mais sofre metástase desse tipo de câncer.

O tratamento do sarcoma pode envolver cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Atualmente, o mais comum para tratar sarcomas de alto grau nas extremidades é combinar as três alternativas.

Com informações de: AC Camargo, OncoMed e Instituto Vencer O Câncer.

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Atividades Físicas

Não teve vez pro câncer nos gramados!

O diagnóstico de câncer pode ser semelhante ao início de um difícil e disputado campeonato de futebol.  E assim como várias histórias de jogos incríveis, também existem relatos de verdadeiros vencedores na batalha pela vida.

É o caso do jogador inglês Joe Thompson, que recebeu o diagnóstico de Linfoma de Hodgkin duas vezes, uma em 2013 e outra em 2017, e em ambas as vezes venceu a doença.

No segundo diagnóstico, junho de 2017, Joe afirmou que lutaria “com a mesma fé, a mesma coragem e o mesmo desejo da batalha anterior”. Vitorioso, Joe voltou aos gramados ainda em dezembro e salvou seu time do rebaixamento, marcando um gol aos 24 minutos do segundo tempo.

Outra história de sucesso na luta contra o Linfoma de Hodgkin foi a do brasileiro Wagner Fogolari, zagueiro do São José – RS. Após 12 sessões de quimioterapia e 6 meses afastado dos gramados, o jogador retorna triunfante para o gauchão.

Em 2015, Jonas Gutiérrez foi ovacionado pela torcida do New Castle após passar 17 meses afastado para tratar um tumor no testículo. Por causa da quimioterapia, o jogador perdeu uma de suas marcantes características: os cabelos longos. Mas isso não foi nada perto da vitória que o jogador teve em relação ao câncer, e assim como Joe Thompson, também salvou seu time de um rebaixamento em um jogo contra o Manchester United.

As histórias desses heróis demonstram que as batalhas podem ser vencidas tanto dentro quanto fora de campo e que o maior prêmio a se ganhar é a vida.