Principais

Categorias

Tecnologia
Pesquisas
Prevenção
Tratamentos
Mitos e verdades sobre o câncer

Skip to Content

tag

Tag Archives: câncer de mama

post

Reconstrução mamária eleva autoestima após câncer de mama

shutterstock_156481865

A mama é muito importante para a mulher e símbolo de feminilidade. Muitas mulheres acometidas com o câncer de mama precisam retirá-la e é neste momento que se torna necessária a reconstrução da mama. A finalidade da reconstrução mamária não é somente restituir a integridade corporal, mas também recompor a imagem psíquica comprometida por problemas de auto-imagem, aceitação social, dificuldades sexuais e na vida a dois.

Do ponto de vista oncológico, é cada vez mais aceita a necessidade da reconstrução mamária, incluindo alguns casos de mulheres com metástases. Vários estudos sugerem que a reconstrução não acarreta risco adicional de recidiva local ou reaparição da doença.

A reconstrução mamária completa é necessária quando pacientes acometidas com câncer de mama realizam a mastectomia, que é a retirada de toda a glândula mamária juntamente com a pele e o complexo areolo-papilar (bico). Em alguns casos, consegue-se fazer uma mastectomia mais “conservadora”, poupando-se a pele ou o complexo areolo-papilar. As indicações de mastectomia estão relacionadas à extensão da doença, à localização do tumor e ao tamanho da mama da paciente. “Quando se fala de tratamento de câncer, o mais importante é a segurança oncológica, isto é, a ressecção do tumor com margens livres. Em mamas pequenas, tumores grandes ou com localização desfavorável, muitas vezes a única alternativa é a retirada completa da mama, mas cada caso deve ser avaliado individualmente. Outra indicação de mastectomia é a cirurgia profilática (preventiva) em pacientes sem doença, mas com risco muito aumentado de desenvolver câncer de mama. Nesse caso, tenta-se preservar a pele e o complexo areolo-papilar, fazendo-se a reconstrução imediata”, analisa a Dra. Camila Loureiro, mastologista do Hospital HSM.

Em nível estritamente cirúrgico, o objetivo da reconstrução é tornar a mama acometido mais parecida em tamanho, forma, consistência, mobilidade e grau de naturalidade com seu par contralateral. “A reconstrução mamária pode ser feita a partir de tecidos do próprio corpo da mulher ou a partir de expansores ou próteses definitivas. Cada caso deve ser individualizado para a escolha da melhor técnica”, ressalta a médica. É possível fazer a retirada da mama e a reconstrução numa única cirurgia, é a chamada reconstrução mamária imediata.

Um exemplo de superação no tratamento é de Maria Risonilda Modesto, de 48 anos. No início de 2015 ela descobriu, através da mamografia, um câncer de mama, em estágio inicial, o que permitiu que conseguisse a cura através do tratamento. Mas Risonilda precisou realizar a mastectomia para retirada total da mama esquerda. “Quando recebi a notícia da retirada da mama fiquei muito assustada, a princípio não queria aceitar, entrei em depressão e até tentei me matar, mas com a ajuda dos profissionais do hospital e da família consegui superar. Hoje, depois de curada, estou ansiosa para realizar a construção mamária, que está marcada para julho”, relembra Risonilda.

É importante lembrar que tabagismo, obesidade, além de algumas patologias clínicas como Diabetes Mellitus, Esclerodermias, Vasculopatias, entre outras, podem contra-indicar a reconstrução, tanto imediata, quanto tardia, devido ao risco de resultados insatisfatórios.
Para grandes mamas e grandes defeitos é melhor a combinação da ressecção oncológica e técnicas de cirurgia plástica, a chamada Oncoplástica. Caso se opte por esta abordagem, o ideal é se realizar a simetrização da outra mama no mesmo momento.

A reconstrução da aréola e mamilos pode ser realizada ao mesmo tempo ou num segundo tempo em relação à reconstrução do volume mamário. A aréola é facilmente reconstituída com enxerto de pele proveniente da outra aréola ou com pele da face interna da coxa ou região inguinal. Bons resultados também são obtidos com tatuagem.

post

Tenho Câncer e Agora?

saber cancer blog

Compreendemos que você, mais do que ninguém, sabe como é difícil estar com câncer. Na maioria das vezes, o diagnóstico da doença chega abalando todos os aspectos da vida. A partir disso, você se vê diante de situações novas nas quais jamais pensou que um dia teria que enfrentar. Frente ao diagnóstico do câncer e de todas as mudanças que acompanham este momento, muitos são os questionamentos e dúvidas que passam a permear a sua vida.

De uma hora pra outra a sensação é de que tudo mudou e a pergunta que permanece é: E agora, o que fazer?

Sabemos que existem pacientes que preferem não ler e não se informar a respeito do câncer. Não se preocupe, afinal, cada pessoa reage de uma forma e essas diferenças precisam ser respeitadas.

 

descobrir cancer hsm diagnostico

 

Para você que faz parte deste time de pacientes que prefere não se aprofundar a respeito do tratamento, nós preparamos e separamos algumas informações que são básicas e fundamentais para você neste momento da sua vida:

  • Converse com o seu médico e evite levar dúvidas pra casa.
  • Dê preferência a um tratamento que seja multiprofissional.
  • Procure um psicólogo (ou um psico-oncologista). Não deixe seus sentimentos de lado, eles precisam de muita atenção.
  • Visite o dentista antes de começar a quimioterapia.
  • Saiba que altos e baixos podem acontecer. Alguns dias você estará disposto (a), outros não…
  • Respeite suas vontades, mas não deixe de comer. Uma boa dica é você consultar uma nutricionista.
  • Aprenda a pedir e aceitar ajuda.
  • Leia sobre os direitos dos pacientes com câncer.
  • Não deixe de conversar com a sua família. Ela é fundamental neste momento.
  • Se possível, faça exercícios físicos ou exercícios mentais: Leia um livro, ouça uma música que lhe agrada ou assista uma boa comédia.
  • Saiba que você pode ter qualidade na sua vida, mesmo durante o tratamento do câncer. Procure realmente se distrair e fazer outras coisas, sempre respeitando os seus novos limites.
post

Projeto de tatuador paulista ajuda mulheres com câncer de mama.

mirodantas

Há 21 anos, Miro Dantas trabalha como tatuador e conta que sempre houve procura de mulheres que fizeram mastectomia, para realizar tatuagens reparadoras, mas de forma esporádica. “Acho que ainda existe um tabu de ir ao estúdio de tatuagem. Mas é uma solução barata, se comparada com o processo cirúrgico. E o resultado fica bom”, diz.

O projeto de Miro, chamado “Uma tattoo por uma vida melhor”, consiste em atender gratuitamente quem não tem condições de pagar pela tatuagem. Atualmente, ele consegue fazer um atendimento grátis por mês.

Para fazer a tatuagem reparadora, é preciso procurar um profissional que seja especialista em desenhos realistas. “Quando a mulher tem uma das mamas, eu fotografo e reproduzo invertido, com exatidão, do outro lado”, explica Miro. Não é todo tatuador que domina a técnica, e por isso é interessante pesquisar trabalhos anteriores e referências.

A reconstrução da mama é uma parte importante do tratamento do câncer, no sentido de fazer com que a mulher tenha uma vida normal depois da doença. “É importante que a paciente volte a se sentir à vontade com seu corpo”, explica Maria Del Pilar Estevez Diz, coordenadora médica da oncologia clínica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo.

É possível refazer o mamilo de maneira cirúrgica, usando tecido de outras partes do corpo, como por exemplo da vulva, e apenas corrigir o tom da pele com tatuagem ou micropigmentação. Mas nem todo mundo quer passar por mais uma cirurgia. “Ser anestesiada, internada, passar por uma cirurgia muitas vezes traz as lembranças de fases complicadas do tratamento do câncer. Para quem não quer passar por isso, alternativas como a tatuagem podem ajudar. É mais um recurso para trazer a mulher para uma vida normal do ponto de vista afetivo e sexual, o que é muito importante”, observa Maria Del Pilar.

O resultado do trabalho é satisfatório para todo mundo. “O Miro é muito generoso, um anjo que apareceu na minha vida”, conta uma das clientes do tatuador. Miro também fica feliz com o trabalho que faz: “Às vezes a mulher chega aqui cabisbaixa, com a autoestima lá embaixo… aí quando acaba a tatuagem e você vê o sorriso no rosto da pessoa, é muito prazeroso. É sempre emocionante”.

Para mais informações sobre o trabalho de Miro Dantas, acesse: http://www.mirodantas.com/.

post

Outubro Rosa: Tire 11 dúvidas sobre o câncer de mama

outubrorosa1

No mês mundial de conscientização sobre o câncer de mama, tire 11 dúvidas sobre a doença, com explicações de profissionais do INCA (Instituto Nacional de Câncer).
O Outubro Rosa é um movimento mundial de mobilização de prevenção da patologia. O evento é promovido pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA)

1 – O que causa o câncer de mama?
Na maioria dos casos de câncer de mama, não existe uma causa específica. Há alguns fatores que estão associados ao aumento do risco de desenvolver a doença. A própria idade é um deles, pois a chance aumenta na medida em que se envelhece. Menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade (não ter filhos), primeiro filho em idade avançada, falta de amamentação e uso de terapia de reposição hormonal são alguns dos principais fatores associados ao risco. Consumo excessivo de álcool, obesidade na pós-menopausa e sedentarismo também. Os fatores hereditários são responsáveis por menos de 10% dos cânceres de mama. O risco é maior quando os parentes acometidos são de primeiro grau (pai, mãe, irmãos, filhos).

 

2 – Atinge homens em que proporção?
O câncer de mama em homens é raro. Estima-se que, do total de casos da doença, apenas 0,8% a 1% ocorram em pessoas do sexo masculino.

 

3 – Existe algum sintoma além de caroço no seio?
O aparecimento de nódulo, geralmente indolor, é o sintoma mais recorrente. Outros sinais e sintomas menos frequentes são edemas semelhantes à casca de laranja, irritação ou irregularidades na pele, dor, inversão ou descamação no mamilo e descarga papilar (saída de secreção pelo mamilo). Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.

4 – É sempre possível notar a doença por meio do toque nos seios?
Não, a patologia tem uma fase em que as lesões são do tipo “não-palpáveis”. Por isso, é importante a realização de exames de imagem na faixa etária de maior risco.

 

5 – Prótese de silicone nos seios pode levar à doença?
Não há evidência científica de que exista associação entre implantes mamários de silicone e o risco de desenvolvimento de câncer de mama.

mamografia-toque-de-mama2

6 – Como é o tratamento de câncer de mama?

O tratamento é multidisciplinar, ou seja, deve incluir a opinião de vários especialistas médicos, como o mastologista, o radiologista, o oncologista clínico, o radioterapeuta, assim como enfermeira especializada, psicóloga, fisioterapeuta e assistente social. Habitualmente, o tratamento pede cirurgia e é complementado pela radioterapia e quimioterapia/hormonioterapia.

 

7 – Quais são as chances de cura de câncer de mama?
Quando diagnosticado precocemente, há até 95% de chance de cura. Por isso, é importante que toda mulher de 50 a 69 anos faça mamografia a cada dois anos.

 

8 – Quais alimentos ajudam a prevenir a doença?
Os de origem vegetal: frutas, legumes, verduras e leguminosas (como feijão, lentilha, grão-de-bico). Estes tipos de alimento têm o poder de inibir a chegada de compostos cancerígenos às células e, ainda, consertar o DNA danificado quando a agressão já começou. Se a célula foi alterada e não foi possível consertar o DNA, alguns compostos promovem a morte delas, interrompendo a multiplicação desordenada.
A ideia de que determinado alimento é bom para tal tipo de câncer não se aplica. Tem de haver sinergismo entre os compostos, o que ajuda em todos os tipos da doença. Por isso, é importante variar a alimentação ao máximo. A recomendação é consumir, no mínimo, 400g por dia de vegetais, sendo 2/5 de frutas e 3/5 de legumes e verduras. Cada porção equivale a uma quantia que caiba na palma da sua mão, do produto picado ou inteiro, totalizando 80g.

 

9 – O que não se deve comer para ajudar na prevenção?
Entre os alimentos prejudiciais estão os embutidos, que apresentam grande quantidade de sal, nitritos e nitratos. Os conservantes em contato com o suco digestivo do estômago se transformam em compostos cancerígenos. Evite ao máximo comê-los, mas o ideal é que não sejam consumidos.

10 – Qual é a importância da amamentação?
Amamentar diminui entre 10% e 20% os riscos de a mãe ter a doença. Enquanto o bebê suga o leite, o movimento promove uma espécie de esfoliação do tecido mamário por dentro. Assim, se houver células agredidas, são eliminadas e renovadas.

 

11 – Pílula anticoncepcional aumenta o risco da doença?
Existem estudos que demonstram fraca relação de causalidade entre pílula anticoncepcional e risco da doença, enquanto outros demonstram alguma relação.

 

Fonte: Terra

post

Anticoncepcional com doses elevadas de estrogênio aumenta risco de câncer de mama

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Uma pesquisa do Centro de Pesquisa do Câncer Fred Hutchinson, nos Estados Unidos, cujos dados foram divulgados pelo jornal Daily Mail, deixou as mulheres que tomam pílula anticoncepcional em estado de alerta. Segundo o estudo, o público feminino que usa o medicamento contraceptivo tem risco 50% maior de desenvolver câncer de mama em aquelas que nunca lançaram mão dela ou pararam o uso. Os cientistas analisaram dados de 23 mil voluntárias, sendo que 1.102 foram diagnosticadas com a doença entre 1990 e 2009 e o restante estava saudável.

O risco 50% maior é um dado geral e o específico de cada medicamento varia de acordo com sua formulação. Os que contêm doses elevadas de estrogênio quase triplicaram as chances (2,7 vezes), enquanto os com dose moderada as elevaram em 1,6 vezes. Baixas doses não representaram problemas. “Os níveis de estrogênio na pílula combinada têm diminuído ao longo dos últimos 30 anos”, disse Caroline Dalton, do Breakthrough Breast Cancer. Sarah Williams, do Cancer Research UK, acrescentou que as mulheres não devem parar de tomar a pílula com base neste estudo, que precisa ser aprofundado, e devem discutir qualquer preocupação com um médico.

Fonte: Terra

post

Mito ou Verdade: O autoexame garante um diagnóstico seguro do câncer de mama?

Neste novo episódio, abordamos um tema que ainda é motivo de dúvida para muitas pessoas, que é a eficácia do autoexame.

Através dele é freqüente a descoberta de doenças da mama, como alterações funcionais benignas, ou mesmo um câncer de mama.

Apesar de ser um procedimento recomendado, será que ele é suficiente para detectar a existência de um tumor nos seios?

Assista agora o depoimento de um oncologista clínico sobre o assunto:

Lembre-se de que 80% dos nódulos mamários são benignos e apenas uma pequena porcentagem de secreções está relacionada ao câncer.

post

Mito ou Verdade: O Câncer de mama só atinge mulheres a partir dos 40 anos?

O câncer de mama é o câncer que mais atinge o público feminino e é o segundo tipo mais frequente no mundo.

A principal forma de prevenção é o diagnóstico precoce através da mamografia, que não deve ser substituída apenas pelo autoexame nas mamas.

Abordando essa temática, trazemos mais um episódio dos “Mitos e Verdades sobre o Câncer”.

Mito ou Verdade: O Câncer de mama só atinge mulheres a partir dos 40 anos?

A idade é não é um fator determinante para a incidência do câncer em pessoas de qualquer idade. Outros fatores como alimentação, herança genética e fatores externos também podem causar o câncer.

post

Força, delicadeza e feminilidade

Ensaio fotográfico com mulheres que tiveram câncer de mama emociona

Foto: Reprodução

Não é segredo que, para vencer o câncer de mama, é preciso muita força. As mulheres precisam incorporar verdadeiras deusas, para lutar contra a doença. E foi inspirada nesse contexto que a fotógrafa norte-americana Charise Isis criou o projeto “Grace”. A ideia é mostrar mulheres que passaram por tratamento contra o câncer de mama e precisaram realizar a mastectomia (retirada parcial ou total da mama) em poses semelhantes a de deusas retratadas em esculturas da Grécia ou Roma antiga, como a Vênus de Milo ou Vitória de Samotrácia. “Eu uso esculturas helenísticas livremente como referência para os retratos. Esses artefatos desmembrados sobreviveram ao trauma da história e ainda são vistos como objetos de beleza em nossa cultura”, afirmou a fotógrafa.

Confira algumas fotos do projeto:

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

 

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

 

Foto: Reprodução

 

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

 

Fonte: Hypeness

post

Câncer de Mama: as novas armas de combate e a gravidez depois da doença

O Brasil deve registrar 57 mil novos casos este ano

Foto: Reprodução

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é a neoplasia que mais atinge o público feminino. As estimativas para este ano são de 57 mil novos casos, no Brasil. É o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo, respondendo por 22% das novas ocorrências a cada ano entre as mulheres.Também segundo o Instituto, as taxas de mortalidade por câncer de mama ainda são elevadas, muito provavelmente porque a doença, ainda, é diagnosticada em estágios avançados.

O mastologista Guilherme Novita, membro da Sociedade Brasileira de Mastologia, afirma que apesar do aumento nos números de casos, o câncer de mama tem se tornado menos letal. A melhora no prognóstico é atribuída, principalmente, à detecção precoce e aos tratamentos mais eficazes. Ele ressalta que a principal forma de prevenção é o diagnóstico precoce através do exame da mamografia. “O autoexame, ou exame de toque, não substitui a mamografia e, aparentemente, não diminui a mortalidade. Enquanto a mamografia consegue detectar lesões de até 1 milímetro, o exame de palpação detecta apenas tumores com tamanho médio de 2 cm”, explica o médico,reforçando que a mamografia deve ser realizada anualmente por todas as mulheres a partir dos 40 anos.

O médico Guilherme Novita esteve em Belém no sábado, 26 de abril, participando  do 2º Simpósio de Mastologia, que foi realizado pelo Hospital HSM – Centro Avançado de Oncologia.  O  especialista abordou os temas “Atualidades em câncer de mama” e “Câncer de mama e gravidez”.

Técnicas para o tratamento

Guilherme Novita ressalta que já existem terapêuticas inovadoras para o tratamento do câncer de mama. Entre as técnicas mais avançadas estão as assinaturas genéticas, que analisam a informação genética do câncer e calculam o grau de agressividade da doença. “Sendo assim, podemos selecionar os casos que tem mais ou menos risco de morte ou metástases. Com isso, podemos evitar tratamentos agressivos em casos de bom prognóstico, pois eles seriam desnecessários. Já os tumores mais perigosos tendem a receber mais terapias”, esclarece.

Outro grande avanço são as medicações que atuam somente contra as células cancerígenas, as chamadas terapias alvo. Até então, o tratamento padrão (quimioterapia) ataca todas as células em duplicação, inclusive células normais, como as mucosas, cabelos e unhas.

Câncer de mama e gravidez

O mastologista explica que a gravidez após o câncer não muda o risco de recidiva da doença nem a chance de cura.

Por conta das medicações quimioterápicas, o especialista informa que ocorre interrupção da menstruação e da fertilidade em até 50% das mulheres. “Aquelas com menos de 35 anos podem recuperar a fertilidade após 5 ou 10 anos, mas infelizmente aquelas com 40 ou 45 anos não tem este tempo disponível”, diz. Em casos de câncer de mama em mulheres jovens e com desejo futuro de gravidez, o médico recomenda a realização de congelação de óvulos ou embriões, antes do início da quimioterapia.

Em geral, o tratamento em gestantes é o mesmo aplicado em mulheres que não estão grávidas. No entanto, o médico esclarece que existem alguns tratamentos que podem causar danos ao feto ou que não foram suficientemente testados. “Sempre que possível a radioterapia e o uso de algumas medicações devem ser evitadas”, orienta.

post

Amor e fragilidade

 Filha fotografa os pais que faziam tratamento contra o câncer juntos.

12

Em 2012 Nancy Borowick começou o projeto “Cancer Family”, uma coleção de fotos em preto e brando com Laurel, sua mãe, e Howard, seu pai, ambos diagnosticados com câncer. O álbum mostra os dois confortando um ao outro em momentos de muita compaixão e amor e, também, em momentos de vulnerabilidade e dor, como quando eles estão no hospital. Além disso, as fotos incluem momentos de alegria como quando ambos caminham com a filha até o altar, em seu casamento.

Laurel foi diagnosticada em setembro de 2011 com câncer de mama pela terceira vez e Howard foi diagnosticado com câncer de pâncreas. “De repente, eu tinha dois pais passando por esse processo. Eu queria passar mais tempo com os dois. Não há nenhuma maneira de saber quanto tempo alguém tem.” Nancy disse, ainda, que ela foi ver seus pais tanto quanto possível, sempre documentando tudo. Howard faleceu no dia 7 de dezembro de 2013. “Ele venceu as probabilidades. Ele viveu muito mais tempodo que as pessoas esperavam”, conta Nancy.

“Eu percebi o valor da vida. Eu vi-os viver o melhor que podiam sempre aproveitando os momentos que tínhamos juntos”, disse ela.

08

09

10

11

01

02

03

04

05

07

Fonte: Razões para Acreditar