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Nos EUA, ¼ dos pacientes oncológicos sobreviventes usou maconha medicinal

Nos Estados Unidos, um estudo científico publicado no último dia 25, na revista ‘Cancer’, da American Cancer Society, indica que ¼ dos pacientes que sobreviveram ao tratamento de câncer fizeram uso de maconha medicinal. A maconha é utilizada para alívio dos sintomas do tratamento.

A pesquisa mostrou que a legislação permissiva em muitos estados americanos colaborou para o número. Segundo levantamento, 24% dos pacientes usaram maconha no último ano. 21% fizeram uso no último mês. A análise da urina feita pelos pesquisadores indicou 14% do uso de cannabis ativa na última semana. Se considerado alguma vez no passado, sem especificação do período, 66% dos pacientes informaram o consumo.

O principal uso da maconha entre os pacientes visa aliviar as náuseas provocadas pela quimioterapia. Outras pesquisas também já indicaram que, para além do uso para sintomas físicos de dores e náuseas, o uso para aliviar o estresse, depressão e insônia também foram registrados. Atualmente, mais da metade dos Estados Unidos aprovam leis que permitem a utilização medicinal da erva.

Os resultados também apontam que a maioria dos pacientes do grupo – 74% deles – procurou aprender sobre a maconha em associações de cuidados com o câncer. De acordo com os pesquisadores, quase todos os entrevistados gostariam de receber mais informações sobre o assunto com seus médicos, a maioria relatava que eram propensos a obter mais informações de fontes fora do sistema de saúde.

“Os pacientes com câncer desejam, mas não estão recebendo informações de seus médicos sobre o uso de maconha durante o tratamento”, diz o pesquisador Pergam, em nota sobre o estudo. Ele espera que mais estudos possam avaliar os riscos e benefícios e que a comunidade científica ajude os médicos a poderem informar mais sobre o assunto.

Com informações G1

 

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Câncer de Mama: as novas armas de combate e a gravidez depois da doença

O Brasil deve registrar 57 mil novos casos este ano

Foto: Reprodução

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é a neoplasia que mais atinge o público feminino. As estimativas para este ano são de 57 mil novos casos, no Brasil. É o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo, respondendo por 22% das novas ocorrências a cada ano entre as mulheres.Também segundo o Instituto, as taxas de mortalidade por câncer de mama ainda são elevadas, muito provavelmente porque a doença, ainda, é diagnosticada em estágios avançados.

O mastologista Guilherme Novita, membro da Sociedade Brasileira de Mastologia, afirma que apesar do aumento nos números de casos, o câncer de mama tem se tornado menos letal. A melhora no prognóstico é atribuída, principalmente, à detecção precoce e aos tratamentos mais eficazes. Ele ressalta que a principal forma de prevenção é o diagnóstico precoce através do exame da mamografia. “O autoexame, ou exame de toque, não substitui a mamografia e, aparentemente, não diminui a mortalidade. Enquanto a mamografia consegue detectar lesões de até 1 milímetro, o exame de palpação detecta apenas tumores com tamanho médio de 2 cm”, explica o médico,reforçando que a mamografia deve ser realizada anualmente por todas as mulheres a partir dos 40 anos.

O médico Guilherme Novita esteve em Belém no sábado, 26 de abril, participando  do 2º Simpósio de Mastologia, que foi realizado pelo Hospital HSM – Centro Avançado de Oncologia.  O  especialista abordou os temas “Atualidades em câncer de mama” e “Câncer de mama e gravidez”.

Técnicas para o tratamento

Guilherme Novita ressalta que já existem terapêuticas inovadoras para o tratamento do câncer de mama. Entre as técnicas mais avançadas estão as assinaturas genéticas, que analisam a informação genética do câncer e calculam o grau de agressividade da doença. “Sendo assim, podemos selecionar os casos que tem mais ou menos risco de morte ou metástases. Com isso, podemos evitar tratamentos agressivos em casos de bom prognóstico, pois eles seriam desnecessários. Já os tumores mais perigosos tendem a receber mais terapias”, esclarece.

Outro grande avanço são as medicações que atuam somente contra as células cancerígenas, as chamadas terapias alvo. Até então, o tratamento padrão (quimioterapia) ataca todas as células em duplicação, inclusive células normais, como as mucosas, cabelos e unhas.

Câncer de mama e gravidez

O mastologista explica que a gravidez após o câncer não muda o risco de recidiva da doença nem a chance de cura.

Por conta das medicações quimioterápicas, o especialista informa que ocorre interrupção da menstruação e da fertilidade em até 50% das mulheres. “Aquelas com menos de 35 anos podem recuperar a fertilidade após 5 ou 10 anos, mas infelizmente aquelas com 40 ou 45 anos não tem este tempo disponível”, diz. Em casos de câncer de mama em mulheres jovens e com desejo futuro de gravidez, o médico recomenda a realização de congelação de óvulos ou embriões, antes do início da quimioterapia.

Em geral, o tratamento em gestantes é o mesmo aplicado em mulheres que não estão grávidas. No entanto, o médico esclarece que existem alguns tratamentos que podem causar danos ao feto ou que não foram suficientemente testados. “Sempre que possível a radioterapia e o uso de algumas medicações devem ser evitadas”, orienta.