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Tag Archives: HPV

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Campanha contra HPV vai começar

 O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fez um pronunciamento esta semana em rede nacional, para dar mais detalhes sobre a campanha de vacinação contra o HPV. A campanha começará, oficialmente, no dia 10 de março. 

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Este ano, o alvo da campanha de vacinação são meninas entre 11 e 13, que poderão receber a vacina contra o papilomavírus humano (HPV) gratuitamente, nos postos de saúde. Ano que vem, a cobertura incluirá meninas de nove a 11 anos e, a partir de 2016, somente garotas de nove anos serão vacinadas nos postos.

O HPV é responsável por 95% dos casos de câncer de colo de útero. Este será a primeira vez que a população brasileira terá acesso gratuito a uma vacina que pode proteger contra o câncer.

A vacina escolhida pelo governo é a quadrivalente, que protege contra quatro tipos de HPV (6, 11, 16 e 18). Eles são responsáveis por 70% dos tumores do colo do útero e por 90% das verrugas genitais.

O índice de proteção da vacina quadrivalente contra o câncer de colo do útero é superior a 93%. A vacina não protege pessoas já infectadas pelo vírus. Por isso, o momento ideal para recebê-la é antes do início da vida sexual.

 

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HPV está ligado a um terço dos casos de câncer de garganta, sugere estudo

Vírus é conhecido por se espalhar através do contato genital ou oral.

Foto: Reprodução

Um estudo liderado pelo Cancer Research UK, em Oxford, revela novos danos sobre uma das principais polêmicas sobre o câncer: a relação entre o câncer de garganta e o HPV. A pesquisa sugere que um terço das pessoas diagnosticadas com câncer na garganta foi infectado com alguma forma do vírus HPV.

O estudo analisou a ligação do vírus com o câncer do fundo da garganta (orofaringe). Foram observados os resultados dos testes de sangue coletados de pessoas que participaram de um grande estudo prospectivo em estilo de vida e câncer, que eram todos saudáveis no início. Todos cederam uma amostra de sangue, quando participam do estudo e, neste caso, os pesquisadores foram capazes de verificar a presença de anticorpos contra uma das principais proteínas do HPV – o E6.

O E6 derruba parte do sistema de proteção das células que deveria prevenir o desenvolvimento de câncer. Ter os anticorpos significa que o HPV já superou este sistema de defesa e provocou alterações – que podem ser cancerígenas – nas células. Os pesquisadores compararam os resultados dos testes de sangue – alguns realizados há mais de 10 anos – de 135 pessoas que desenvolveram câncer de garganta com o de 1.599 pessoas sem câncer. A equipe da Universidade de Oxford constatou que 35% das pessoas com câncer na garganta tinham os anticorpos, em comparação com menos de 1% das pessoas que estavam livres do câncer.

A doutora Ruth Travis, cientista do Cancer Research UK, em Oxford, que trabalhou no estudo, disse: “Esses resultados surpreendentes fornecem alguma evidência de que a infecção por HPV-16 pode ser uma importante causa de câncer de orofaringe”.

Com informações do G1

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Exame de sangue pode detectar câncer oral com transmissão sexual

Pesquisa com 50 mil pessoas de dez países europeus aponta que 30% dos cânceres orais estão relacionados ao HPV

Anticorpos para um tipo de vírus que provoca câncer de boca e garganta – quando transmitido pelo sexo oral – poderão ser detectados em exames de sangue muitos anos antes da instalação da doença, segundo um estudo patrocinado pela Organização Mundial da Saúde.

Segundo os pesquisadores, suas conclusões podem levar no futuro a exames preventivos para o papilomavírus humano (HPV), o que permitirá que médicos identifiquem pacientes sob risco elevado de cânceres orais.

“Até agora, não se sabia se esses anticorpos estavam presentes no sangue antes que o câncer se tornasse clinicamente detectável”, disse Paul Brennan, da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (AIPC) ligada à OMS. Ele que comandou o estudo e descreveu as conclusões como “muito encorajadoras”. “Se esses resultados se confirmarem, futuras ferramentas de triagem poderão ser desenvolvidas para a detecção precoce da doença”, completa Paul.

O HPV é mais conhecido por causar cânceres genitais e de colo do útero, mas ele é também responsável por um número crescente de casos de boca e garganta, especialmente entre homens. Segundo a AIPC, cerca de 30% de todos os cânceres orais estão relacionados ao HPV, principalmente a cepa HPV16. Duas vacinas, fabricadas pelos laboratórios GlaxoSmithKline e Gardasil, podem prevenir contra a infecção.

Sobre a pesquisa – A nova pesquisa, que teve participação de institutos da Alemanha e EUA, usou dados de um grande estudo chamado Epic, que envolve 50 mil pessoas de dez países europeus, monitoradas desde a década de 1990. Os pesquisadores observaram que, de 135 pessoas do estudo que desenvolveram câncer, 47 (cerca de um terço) tinha anticorpos E6 contra o HPV16 até 12 anos antes do surgimento de sintomas da doença.

Para Brennan, quanto mais precoce for a detecção, melhor o tratamento (contra o eventual câncer) e maior a sobrevivência. Mas ele alerta que é preciso melhorar a precisão dos testes, já que houve na pesquisa cerca de um por cento de “falsos positivos” para o anticorpo do HPV16.

O exame usado no estudo é relativamente simples e barato, e pode ser desenvolvido como uma ferramenta para uso mais generalizado dentro de cinco anos, caso os resultados se confirmem em novos estudos.

Fonte: G1

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O HPV e o câncer do colo do útero

O câncer do colo do útero, também chamado de cervical, apresenta 18 mil novos casos e faz 4.800 vítimas fatais no Brasil, todos os anos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). A doença está diretamente associada ao contágio pelo papilomavírus humano (HPV), que pode ser adquirido durante as relações sexuais sem preservativos.

O HPV é a doença sexualmente transmissível mais frequente no mundo. Estima-se que cerca de 50% da população vai entrar em contato com o HPV em algum momento da vida. Existem mais de 100 tipos diferentes de HPV capazes de infectar a pele ou as mucosas; 40% deles podem contaminar as regiões genitais.

Exercer a sexualidade de forma responsável, não deixando de usar a camisinha, é a ferramenta mais poderosa para combater o HPV. Mas, duas armas importantes foram descobertas nos últimos anos: dois tipos distintos de vacina para prevenir a infecção. Uma delas é quadrivalente e previne contra os tipos HPV 16 e 18, presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero, e contra os tipos 6 e 11, presentes em 90% dos casos de verrugas genitais. A outra é específica para os subtipos 16 e 18.

A injeção é aplicada por via intramuscular, em três doses. O produto estimula a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV que contém a vacina. Quando a pessoa imunizada entrar em contato com o HPV, esses anticorpos inativavam o vírus impedindo que ele se instale e se multiplique. Quanto mais cedo foi aplicada, melhor.

As vacinas são oferecidas em clínicas particulares, mas, em setembro de 2012, o Senado Federal aprovou projeto de lei que prevê, às meninas de 9 a 13 anos (com prévia autorização dos pais), o direito de receber na rede pública de saúde a vacina contra o HPV. A novidade está análise na Câmara dos Deputados.

Alguns municípios se adiantaram e já distribuem gratuitamente a vacina. É o caso de Barretos, em São Paulo, e de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Este ano, o Distrito Federal também passou a disponibilizar a vacinação em crianças e adolescentes, que estudam em escolas públicas e privadas. A imunização está sendo feita no próprio colégio por profissionais de saúde.

PAPANICOLAU

O exame de Papanicolau deve ser realizado em todas as mulheres sexualmente ativas, pelo menos uma vez ao ano. Consiste na coleta de material do colo uterino para exame em laboratório, que detecta doenças que ocorrem no colo do útero antes do desenvolvimento do câncer. O exame não é somente uma maneira de diagnosticar a doença, mas serve principalmente para determinar o risco de uma mulher vir a desenvolver a neoplasia.

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EUA: Relatório aponta aumento dos Cânceres de boca, garganta e ânus, por HPV

Foto: Reprodução

O Relatório Anual à Nação sobre a Situação do Câncer nos EUA, que abrange o período de 1975 a 2009, aponta aumento na incidência de tumores de boca, garganta e ânus no país. Para contribuir com essa elevação, entre os anos de 2008 e 2010, a aplicação de vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV) – que é sexualmente transmissível e pode causar alterações celulares – manteve-se baixa entre as adolescentes.

Uma seção especial do documento, que será publicado na edição online da revista “Journal of the National Cancer Institute”, é dedicada à avaliação dos casos e tendências de tumores ligados ao HPV. O texto mostra que, entre 2000 e 2009, os níveis de câncer na região da orofaringe aumentou entre homens e mulheres brancos, assim como a incidência de tumor anal em brancos e negros de ambos os sexos.

Em mulheres brancas e negras, também subiu o número de casos de câncer de vulva. Já as taxas de câncer de colo do útero diminuíram, com exceção das americanas de origem indígena, do Alasca, e das que têm baixo nível socioeconômico. Entre os homens, a ocorrência de câncer de pênis ficou estável.

Segundo o diretor do Instituto Nacional do Câncer (NCI, na sigla em inglês) dos EUA, Harold Varmus, o relatório destaca a relação do HPV com vários tipos de tumores e vê nas vacinas a principal forma de combater o vírus.

Os investimentos feitos em pesquisas para desenvolver doses seguras e eficazes, porém, só terão o retorno esperado se as taxas de imunização entre meninos e meninas melhorarem bastante, a ponto de os protegerem quando eles forem adultos e se expuserem ao vírus. O documento revela, ainda, que em 2010 menos da metade (48,7%) das meninas americanas entre 13 e 17 anos havia recebido pelo menos uma dose da vacina contra o HPV. E apenas 32% tinham tomado as três injeções recomendadas.

A atual cobertura nacional com três doses de vacina tem ficado muito abaixo do objetivo do governo americano, que espera que, até 2020, 80% das adolescentes entre 13 e 15 anos sejam alcançadas. Atualmente, as taxas de vacinação no Canadá variam de 50% a 85%, e no Reino Unido e na Austrália são superiores a 70%.

De acordo com os autores do relatório, as falhas na vacinação são decorrentes de uma série de fatores, como recomendações inadequadas, preocupações com reembolso e sistemas inadequados de lembretes para concluir as três doses.

FONTE: G1