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Pesquisadores testam novo remédio contra câncer

Pesquisadores da UEPA (Universidade Estadual do Pará), em parceria com a UFPA (Universidade Federal do Pará), testam um novo medicamento para o câncer, com o objetivo de reduzir os efeitos colaterais dos tratamentos.  A substância é desenvolvida a partir de um medicamento já existente e está sendo patenteada.

Simone Haru, a pesquisadora à frente do estudo, informa que o medicamento poderá ser utilizado como principal ou auxiliar. As muitas reações adversas do tratamento de câncer foram a principal motivação do desenvolvimento da nova droga.  Ela diz: “Os beneficiados serão os pacientes que lutam contra o câncer e sofrem com reações adversas aos medicamentos utilizados em seus tratamentos”.

Atualmente, o medicamento está nas primeiras fases de teste. Agora, a substância já passou pela fase in vitro e está sendo testada em camundongos. A pesquisadora explica: “Primeiramente, nós temos a fase in vitro, onde o medicamento é testado em células com câncer, para somente depois ser aplicado aos camundongos. Tudo isso para diminuir os óbitos entre os animais. Após os camundongos, os testes serão realizados com animais maiores, até chegar aos testes com seres humanos voluntários”, informa a pesquisadora. Todo o processo leva, em média, 15 anos.

Fonte: Globo
Foto: Thiago Gomes / Agência Pará

 

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Estudo revela relação entre açúcar e câncer

Pesquisa conduzida por um grupo de cientistas da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, revela como o consumo hiperativo de açúcar por células cancerígenas leva a um ciclo vicioso de estímulo do crescimento e desenvolvimento do câncer. O estudo amplia a descoberta feita em 1931 pelo médico alemão Otto Heinrich Warburg, que levou o prêmio Nobel de Medicina por identificar que células cancerígenas gostam de açúcar e, nos períodos em que o tumor cresce rapidamente, digerem a substância até 200 vezes mais rápido que células normais. No entanto, é bom deixar claro que o açúcar não causa câncer.

A dúvida que motivou os cientistas: o tumor cresce porque há muito açúcar, ou come muito açúcar porque está crescendo? Para descobrir, usaram como modelo as leveduras, fungos que fazem o pão crescer, já que leveduras consomem açúcar (carboidrato) no mesmo ritmo das células cancerígenas. Além disso, elas possuem proteínas chamadas RAS, que controlam o ritmo das divisões celulares, tanto nos fungos como nos mamíferos.

O problema do RAS é que, se ele sai de controle por causa de uma mutação genética, ele começa a ordenar a reprodução das células em um ritmo muito maior que o necessário. Células se multiplicam exponencialmente: uma vira duas, duas viram quatro, quatro viram oito. E por aí vai: na décima geração, já há 1024 células mutantes onde antes havia uma só. E é assim que o câncer cresce tão rápido.

A grande sacada dos cientistas foi perceber que a digestão do açúcar no interior da célula desencadeia um processo que estimula a hiperatividade das proteínas RAS, acelerando o crescimento do tumor.

O que causa são mutações genéticas. Ele pode, porém, estimular o crescimento do tumor depois que ele já existe – um conhecimento que, no futuro, poderá ser usado para planejar dietas que desestimulem a multiplicação de células malignas.

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Nos EUA, ¼ dos pacientes oncológicos sobreviventes usou maconha medicinal

Nos Estados Unidos, um estudo científico publicado no último dia 25, na revista ‘Cancer’, da American Cancer Society, indica que ¼ dos pacientes que sobreviveram ao tratamento de câncer fizeram uso de maconha medicinal. A maconha é utilizada para alívio dos sintomas do tratamento.

A pesquisa mostrou que a legislação permissiva em muitos estados americanos colaborou para o número. Segundo levantamento, 24% dos pacientes usaram maconha no último ano. 21% fizeram uso no último mês. A análise da urina feita pelos pesquisadores indicou 14% do uso de cannabis ativa na última semana. Se considerado alguma vez no passado, sem especificação do período, 66% dos pacientes informaram o consumo.

O principal uso da maconha entre os pacientes visa aliviar as náuseas provocadas pela quimioterapia. Outras pesquisas também já indicaram que, para além do uso para sintomas físicos de dores e náuseas, o uso para aliviar o estresse, depressão e insônia também foram registrados. Atualmente, mais da metade dos Estados Unidos aprovam leis que permitem a utilização medicinal da erva.

Os resultados também apontam que a maioria dos pacientes do grupo – 74% deles – procurou aprender sobre a maconha em associações de cuidados com o câncer. De acordo com os pesquisadores, quase todos os entrevistados gostariam de receber mais informações sobre o assunto com seus médicos, a maioria relatava que eram propensos a obter mais informações de fontes fora do sistema de saúde.

“Os pacientes com câncer desejam, mas não estão recebendo informações de seus médicos sobre o uso de maconha durante o tratamento”, diz o pesquisador Pergam, em nota sobre o estudo. Ele espera que mais estudos possam avaliar os riscos e benefícios e que a comunidade científica ajude os médicos a poderem informar mais sobre o assunto.

Com informações G1

 

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Mesmo com câncer, pacientes continuam fumando

Levantamento foi realizado pelo Instituto do Câncer de São Paulo, que mostrou que mais de 65% das pessoas diagnosticadas com um tumor cancerígeno não largavam o cigarro

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Um levantamento realizado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) apresentou resultados que surpreenderam os próprios pesquisadores. O estudo mostrou que mais de 65% dos pacientes da instituição que foram diagnosticados com câncer, continuaram fumando.

“Nós imaginávamos, justamente, que uma pessoa que fumasse, na hora de receber o diagnóstico de câncer, ficasse motivada a parar, pelo fato de ter desenvolvido uma doença relacionada ao tabagismo”, explicou o coordenador de Apoio ao Tabagista do Icesp, Frederico Fernandes.

Um dos motivos apontados pelo grupo é o fato de que o cigarro é uma válvula de escape para essas pessoas, principalmente ao lidar com situações difíceis, como é o caso da descoberta de um tumor cancerígeno. O pior é que além de ser um fator de risco para o surgimento do câncer, o cigarro ainda pode atrapalhar o tratamento, atuando de forma negativa sobre a quimioterapia e também na cicatrização e recuperação de cirurgias.

A recomendação dos médicos para quem tem o vício e se encontra em uma situação como essa é procurar outras formas de superar a ansiedade, como exercícios físicos ou outras atividades saudáveis.

 

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Exames de sangue podem detectar Alzheimer e câncer

Pesquisas em desenvolvimento mostram que as doenças dão sinais através da corrente sanguínea

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Uma pesquisa conduzida por cientistas ligados à Universidade de Georgetown, em Washington DC, traz novas e animadoras esperanças para o combate de duas doenças graves, que atingem milhões de pessoas todos os anos: o Alzheimer e o câncer. A pesquisa é realizada em cima de um novo teste que mede o nível de 10 tipos de gordura no sangue.

Até agora, os resultados são muito bons. Foram analisadas amostras de sangue de 525 pessoas com idade superior a 70 anos, comparando os exames das que desenvolveram Alzheimer com os das que permaneceram mentalmente ágeis. Os testes apontaram uma diferença nos níveis de lipídios entre os dois grupos, permitindo prever com uma precisão de 90% o risco de uma pessoa desenvolver a doença nos próximos três anos.

Com uma metodologia muito parecida, outra pesquisa desenvolvida por cientistas da Universidade de Stanford, na Califórnia, conseguiram detectar pequenas quantidades de DNA tumoral circulando na corrente sanguínea, o que pode ser um indício de aparecimento futuro do câncer. O experimento permitiu identificar 50% dos pacientes que estavam no estágio 1 do câncer de pulmão e todos os pacientes já em estado mais avançado deste tipo de doença.

O grande diferencial desse método é a descoberta das doenças de forma antecipada, através de simples exames de sangue, visto que são duas doenças que quanto mais cedo forem descobertas têm mais chances de tratamento e cura.

Com informações de Epocanegocios.globo.com