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Iodoterapia no combate ao câncer de tireóide

O nome que até pouco tempo assustava, começa a se tornar sinônimo de confiança. A medicina nuclear já é considerada pelos especialistas um dos métodos mais eficientes de investigação de doenças e já tem sido adotada nos mais moderns centros médicos do país, em especial na área do diagnóstico.

Esta especialidade médica faz uso de pequenas quantidades de substâncias radioativas, visando diagnosticar ou tratar determinadas doenças. “É um processo extremamente seguro do ponto de vista da radiação. A Medicina Nuclear é de uma utilidade ímpar, pois ela nos permite avaliações funcionais, com uma quantidade mínima de radiação. Os materiais, aliás, não são lesivos ao paciente. O uso desses materiais também é bastante seguro: as reações adversas, praticamente, inexistem”, ressalta Dr. Saulo Fortes, físico médico do HSM, de Belém.

Um tratamento que mostra a eficiência deste campo da medicina é a Iodoterapia, usada no combate ao câncer de tireóide e hipertireoidismo. A terapêutica é regulamentada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, e visa eliminar células cancerígenas que ainda se encontram no organismo do paciente. Também pode ser usada no tratamento da dor óssea proveniente do câncer.

O tratamento é indolor e exige apenas cuidados, como o uso de equipamentos de segurança, compostos de avental de chumbo e protetor de tireóide, tanto para a equipe médica quanto para o paciente. Depois de pouco tempo, toda a radioatividade é eliminada do corpo e a pessoa faz o exame de PCI (Pesquisa de Corpo Inteiro) para saber o êxito do tratamento e voltar às suas atividades normais.

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Pacientes com Câncer podem fazer atividade física?

Anos atrás, acreditava-se que pessoas em tratamento de doenças como o câncer deviam manter-se em repouso e reduzir suas atividades físicas. O cansaço que acomete até 70% dos pacientes com câncer e pode decorrer tanto da doença, quanto do próprio tratamento, contribuía para se acreditar que os pacientes deveriam ficar, ao máximo, em repouso.

Bem diferente do que era no passado, pesquisas recentes demonstram que a prática de exercícios físicos, em grande parte dos casos, não só é segura e possível durante o tratamento do câncer, como também pode aliviar os sintomas do próprio tratamento, a exemplo das náuseas pós-quimioterapia. Os exercícios também podem melhorar a disposição, a qualidade de vida do paciente e, por incrível que pareça, reduzem o cansaço. Ao contrário do que se imaginava, o repouso em excesso pode resultar em perda funcional e atrofiamento muscular, reduzindo a amplitude dos movimentos do paciente.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a prática de atividades tem relação direta com a redução do risco de retorno do câncer. Estudo publicado no periódico JAMA demonstrou que os pacientes que passaram a caminhar por pelo menos 30 minutos, em média cinco vezes por semana, ou fizeram exercícios equivalentes, apresentaram cerca de 60% de redução do risco de recidiva da doença.

Ou seja, colocar o corpo em movimento pode melhorar a tolerância ao tratamento, reduzir suas complicações e ainda reduzir o risco do câncer voltar. Sempre com orientação do seu médico, movimente-se, seja com caminhadas, danças, hidroginástica, natação ou bicicleta.

Quando não fazer atividade física?

Quando há anemia muito acentuada, a prática de exercícios não é recomendada, pois a responsável por levar oxigênio aos pulmões é a hemoglobina. Outra situação é quando o nível de plaquetas – células do sangue responsáveis pela coagulação e cicatrização – está muito baixo. Atualmente, não recomenda-se, de forma geral, atividades físicas com plaquetas abaixo de 20 mil.

Em situações em que o tumor ou suas metástases, por exemplo ósseas, a depender da localização e dor relacionada, podem também limitar a execução de certos exercícios, a prática de atividade física é desestimulada. Mesmo nessas condições, vale a pena discutir com o médico a realização de atividades com baixa carga, como hidroterapia ou hidroginástica.

O ideal é sempre falar com o médico oncologista antes de iniciar qualquer atividade física. O acompanhamento especializado é imprescindível para qualquer pessoa que realiza atividades físicas, seja ela portadora de alguma doença ou não.