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Câncer de próstata: eterno tabu entre os homens

Os homens já aceitam fazer as unhas, receber intervenções cosméticas e até encaram cirurgias plásticas. Por outro lado, eles ainda são pouco ou quase nada receptivos aos tratamentos de saúde. O resultado disso é uma população masculina contemporânea com um visual até mais bonito, porém que continua a fazer parte de tristes estatísticas. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia, os homens hoje vivem oito anos a menos do que as mulheres, reúnem o dobro de casos de mortes cardíacas comparado ao sexo feminino, fumam estatisticamente quase 10% a mais do que elas e nem sequer diagnosticam cânceres letais, como o de pulmão e próstata.

Em relação aos exames para diagnosticar o câncer de próstata a situação é mais crítica. Ainda é pequena a procura do homem por esse diagnótico seja por vergonha ou, simplemente, por puro preconceito. Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia com 1.061 homens, de 10 capitais brasileiras, na faixa etária de 40 a 70 anos, mostrou que apenas 32% dos entrevistados fizeram o exame de toque retal, apesar de 76% saber que o exame é usado para detectar o câncer de próstata. O que a maioria desconhece é que esse tipo de câncer, que é o mais incidente na população masculina, se diagnosticado logo na fase inicial tem grandes possibilidades de cura.

Rastreamento – Conforme o urologista João Frederico Andrade, do HSM Diagnóstico, o câncer de próstata acomete homens principalmente a partir dos 60 anos, sendo menos frequente entre os 40 e 60 anos e raro abaixo dos 40. Segundo especialista, não existe nada que comprove a causa direta para o aparecimento do adenocarcinoma prostático, mas a hereditariedade é fator de risco elevado. “Também não existe associação com álcool, fumo, hipertensão, diabetes. O câncer de próstata é assintomático nas fases iniciais. Quando apresenta sintomas é em fase tardia de metástase óssea, obstrução urinária e insuficiência renal. Esse é o grande motivo do rastreamento precoce, pois o diagnóstico em fase inicial tem mais de 90% de chances de cura”, afirma o médico.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que seja feito o rastreamento precoce de câncer de próstata a partir dos 40 anos com exame físico (toque retal), PSA – exame de sangue que detecta a dosagem de antígeno prostático específico no organismo – e ultrassonografia da próstata. “Se houver alteração no PSA o no toque retal deve ser indicado biópsia transretal da próstata para confirmação do diagnóstico”, orienta o especialista.

Tratamento – A partir do diagnóstico histopatológico feito por biópsia de próstata e dependendo do quadro de avanço da doença será instituído cirurgia de prostatectomia radical, radioterapia, braquiterapia ou bloqueio hormonal. Essas terapias poderão ser usadas de forma isolada ou em associação, dependendo de cada caso específico.

Um grande avanço no tratamento da doença é um tipo específico de radioterapia, chamada de IMRT, sigla em inglês que significa Radioterapia com Intensidade Modulada de Feixe. Quando associada à hormonioterapia, a IMRT torna o tratamento muito mais eficaz, atingindo o ponto certo da doença, com mínimos efeitos colaterais.

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Fator de proteção solar 30 é o mais eficaz contra o câncer de pele

Uma pesquisa realizada pela universidade norte-americana de Ohio reforçou a importância da utilização de protetores solares para evitar o câncer de pele.

No estudo conduzido pelos pesquisadores foram utilizados ratos de laboratório que desenvolvem espontaneamente um melanoma. Para testar qual seria o melhor fator de proteção, foram utilizados vários produtos. O que apresentou os melhores resultados foi o protetor com fato de proteção 30.

Na maioria dos casos, ele foi capaz de atrasar o aparecimento do tumor e até mesmo de impedir que ele aparecesse. Vale ressaltar que os ratos já estavam programados para o surgimento do melanoma, mesmo com a utilização do protetor.

Para o chefe da pesquisa, Christin Burd, apesar de os resultados serem animadores, é preciso ter cuidado na hora da aquisição de protetores solares e não generalizar a eficácia da proteção, como foi mostrado durante o estudo.

O câncer do tipo melanoma é menos incidente do que o não melanoma, no entanto, é o mais perigoso dos tipos de câncer de pele, pois é o que apresenta as maiores incidências de morte.

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Pesquisadores descobrem que o café pode reduzir risco de câncer

Uma pesquisa da Norris Comprehensive Cancer Center, Universidade localizada na Califórnia (EUA), coletou dados de cerca de 5.100 pacientes de Israel que foram diagnosticados com câncer do cólon. Esses homens e mulheres foram comparados com outras pessoas que já tinham histórico deste mesmo tipo de câncer.

Os participantes foram convidados a registrar a quantidade de café que bebiam e, inclusive, o modo de preparo. Eles também informaram fatores de risco para o câncer do cólon: histórico familiar de câncer, dieta, atividade física e tabagismo, por exemplo.

As pessoas que bebiam mais de duas xícaras e meia de café por dia eram 50% menos propícias ao câncer de cólon. Já quem bebia de uma a duas xícaras diariamente tinha um risco 26% menor. Os pesquisadores também descobriram que o tipo de café que os participantes bebiam não interferia nessa redução.

Estudos anteriores sobre esse mesmo tema já haviam chegado a resultados semelhantes, o que reforça as propriedades benéficas do café.