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Luta Superação

Ana Furtado comemora sucesso no tratamento contra o câncer de mama

A atriz e apresentadora Ana Furtado se tornou um exemplo de força e de determinação na luta contra o câncer este ano. Ana foi diagnosticada com câncer de mama no início de 2018 e desde que começou seu tratamento, vem compartilhando em suas redes sociais relatos emocionantes.

A publicação mais recente, no entanto, é mais especial ainda. Ana publicou um vídeo em seu Instagram, onde o médico responsável pelo seu tratamento informa que a apresentadora concluiu o tratamento com sucesso. Confira:

Histórias como a de Ana Furtado mostram o quanto o apoio familiar é importante. Além disso, Ana foi um grande exemplo de que a vida de pacientes em tratamento contra o câncer pode ser tão livre – desde que consciente e equilibrada – quanto à de qualquer outra pessoa.

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Câncer de pele Medicamentos

Medicamento para hipertensão aumenta o risco para câncer de pele não melanoma

Um estudo realizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) associou o uso cumulativo do medicamento hidroclorotiazida ao aumento de risco para  o câncer de pele não melanoma. O medicamento é utilizado para tratar a hipertensão arterial e para o controle de edemas.

Por meio de um alerta, a Anvisa explicou que “a descoberta foi realizada por meio de estudos epidemiológicos que demonstraram uma associação dose-dependente cumulativa — que ocorre quando a dose utilizada de um determinado medicamento está diretamente relacionada com seus efeitos — entre o medicamento em questão e o câncer de pele não melanoma”.

O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil. Ele é causado pela exposição prolongada ao sol. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), as estimativas para este ano apontaram 165.580 novos casos.

Ainda de acordo com a Agência, em um dos estudos foi possível notar também uma associação entre câncer de lábio e a exposição ao medicamento.

Em um comunicado lançado também pela Anvisa, é solicitado que profissionais de saúde informem aos pacientes tratados com hidroclorotiazida sobre o risco de câncer de pele, principalmente os que já utilizam o medicamento há muito tempo. Eles também devem ficar atentos a sinais na pele e não devem interromper o tratamento sem a orientação de um médico.

Fontes: Agência Brasil e INCA.

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Câncer de pele

Câncer de pele é o mais frequente no Brasil

O câncer de pele é uma doença que se divide em dois tipos, melanoma e não melanoma. Juntas, as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) para a doença apontam 171.840 novos casos em 2018. O tipo não melanoma é o câncer mais frequente no Brasil. Atitudes simples podem fazer muita diferença na prevenção da doença. A exposição prolongada ao sol, principalmente entre 10h e 16h, ainda é um dos principais fatores de risco.

Câncer de pele não melanoma

Corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil. Ele é o tipo de câncer mais frequente no país, mas se descoberto de maneira precoce, tem altas chances de sucesso no tratamento.

É raro em crianças e em negros e geralmente atinge pessoas a partir dos 40 anos. Com a constante exposição de jovens aos raios solares, essa média de idade vem diminuindo. O câncer de pele não melanoma apresenta tumores de diferentes tipos, o mais comum – e também o menos agressivo – é o carcinoma basocelular.

Câncer de pele melanoma

Origina-se nas células produtoras de melanina (melanócitos), substância que determina a cor da pele. Pode aparecer em qualquer parte do corpo, formando manchas, pintas ou sinais.

O câncer de pele tipo melanoma representa apenas 3% dos casos desse tipo de câncer. Ele é o tipo mais grave, devido à sua alta possibilidade de provocar metástase (disseminação do câncer para outros órgãos). Nos últimos anos, os avanços na prevenção e no tratamento do câncer demonstraram ótimos resultados de prognóstico.

Prevenção

Confira algumas dicas para se prevenir do câncer de pele:

  • Evitar exposição prolongada ao sol entre 10h e 16h;
  • Procurar lugares com sombra;
  • Usar proteção adequada, como roupas, bonés ou chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV, sombrinhas e barracas;
  • Aplicar na pele, antes de se expor ao sol, filtro (protetor) solar com fator de proteção 15, no mínimo;
  • Usar filtro solar próprio para os lábios.

Fonte: INCA.

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Tratamentos

Com ajuda das mulheres, o tratamento do câncer de próstata pode ter 90% de chance de sucesso

Durante muito tempo, os homens tiveram dificuldade em identificar o câncer de próstata por não aceitarem realizar o exame do toque retal, um dos exames responsáveis pelo diagnóstico da doença. Hoje, porém, o cenário é diferente. Além das campanhas de prevenção, que incentivam a aceitação aos exames, muitas mulheres ajudam seus maridos na adesão ao tratamento que pode ter até 90% de chance de sucesso.

As estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam 68.220 novos casos da doença em 2018. Ainda segundo o INCA, o câncer de próstata é o segundo tipo de câncer que mais atinge homens no Brasil. A doença pode aparecer de maneira silenciosa, por isso é importante que homens a partir dos 45 anos e que estão nos grupos de risco realizem exames preventivos anualmente.

O médico urologista, Roberto Quaioti, explica que o preconceito, a timidez e até o medo de um diagnóstico ruim acabam afastando os homens dos exames. No entanto “a aceitação dos homens está maior, graças à mídia e às mulheres, que acabam convencendo-os a irem ao médico anualmente”, afirma o médico.

O diagnóstico da doença pode vir através de dois exames, o PSA (feito com amostra de sangue) e o toque retal. “Feito o diagnóstico, esse paciente tem que ser tratado”, diz o médico. Ele também explica que se o diagnóstico for precoce, as chances de sucesso no tratamento podem chegar a 90% em casos onde o tumor é de baixo grau e está localizado somente na próstata.

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Imunoterapia Tratamentos

Conheça o método da imunoterapia que ganhou o Nobel de Medicina

A imunoterapia tem o objetivo de estimular o sistema imunológico a atacar células cancerígenas. O ponto de partida para o desenvolvimento da técnica foi a identificação de proteínas que impedem essa reação do organismo, resultado das pesquisas realizadas pelos imunologistas James P. Alisson, dos Estados Unidos, e Tasuku Honjo, do Japão. Considerado revolucionário, o estudo rendeu a eles o Prêmio Nobel de Medicina deste ano.

Os imunologistas estudaram proteínas que impedem que as principais células do corpo, as células T, ataquem células cancerígenas. Allison, 70 anos e professor na Universidade do Texas, estudou no início dos anos 1990 a proteína CTLA-4, que funciona como uma espécie de freio do linfócito T. Honjo, 76 anos e professor na Universidade de Kyoto, descobriu em 1992 outra proteína na superfície dos linfócitos T: a PD-1, que também freia as células imunológicas, mas com outro mecanismo.

Confiram uma matéria em que o Dr. Drauzio Varella explica como o tratamento funciona e fala um pouco dos imunologistas premiados aqui.

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Luta Outubro Rosa

Times de futebol aderem à cor rosa em apoio à luta contra o câncer

Uma empresa de material esportivo anunciou que 12 clubes lançarão camisas femininas especiais em alusão ao Outubro Rosa, mês de prevenção ao câncer de mama. Iniciativas como essa, mostram como os times podem usar sua força para discutir assuntos importantes para a sociedade. A campanha tem objetivo de informar as mulheres sobre o quanto o diagnóstico precoce pode fazer uma enorme diferença no tratamento do câncer.

Segundo a empresa, os times Botafogo, Atlético-MG, Guarani, Ponte Preta, Brasil de Pelotas, Goiás, Figueirense, Vitória, Náutico, Paraná, Ceará e Remo receberão edições rosa da camisa. Além desses, outros times também costumam aderir à campanha e realizar ações que levam conscientização e até exames às mulheres.

O Grêmio, time do Rio Grande do Sul, também lançou uma edição especial das camisas do time na cor rosa. Parte do valor arrecadado com a venda delas será revestido para o Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (IMAMA-RS). É a terceira vez que o time adere à campanha.

Já o Corinthians, time de São Paulo, lançou a campanha “Peitos – é isso mesmo, só queremos chamar a sua atenção”. A Arena Corinthians, sede do time, receberá uma “carreta de mamografia” para realização de exames preventivos. A expectativa é de atender mil mulheres. Além disso, durante a realização de alguns jogos, 40 mulheres percorrerão o estádio com a blusa da campanha.

Fontes: Destak Jornal, iG Esporte e Gaúcha ZH.

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Câncer de pâncreas

Fumar triplica o risco para o câncer de pâncreas

O câncer de pâncreas atinge principalmente homens e se torna mais comum com o aumento da idade. O órgão, localizado atrás do estômago, compõe o sistema digestivo humano e é dividido em três partes: cabeça, corpo e cauda. O tipo de tumor mais comum é o adenocarcinoma, que se origina no tecido glandular. Ele corresponde a 90% dos casos, que em sua grande maioria afetam o lado direito (cabeça) do órgão.

Por estar localizado em uma região de difícil acesso, o câncer de pâncreas geralmente tem um diagnóstico tardio. Isso dificulta que a doença seja tratada em seu estágio inicial, apresentando alta taxa de mortalidade. No Brasil, 4% do total de mortes por câncer são causadas pelo de pâncreas.

Antes dos 30 anos, a doença é rara. Sua incidência se torna maior com o avanço da idade. Segundo a União Internacional Contra o Câncer (UICC), o número de casos, a cada 100 mil habitantes, cresce de 10, entre 40 e 50 anos, para 116, entre 80 e 85. Os homens são os mais atingidos.

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas e de gordura está entre os fatores de risco para a doença. Outro perigo é o tabagismo, fumantes têm três vezes mais chances de adquirir a doença. Os sintomas mais perceptíveis são a perda de peso e de apetite, fraqueza, diarreia e tontura. Quando o tumor avança, pode provocar dor na região das costas, que se tornam mais intensas com o tempo, e causar o aumento do nível de açúcar no sangue.

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Alimentação Quimioterapia

Empresária cria cerveja para pacientes em quimioterapia

Superação e partilha. Essas são palavras que podem resumir a história por trás do produto criado por Jana Drexlerova, CEO da Mamma Beer, empresa de Praga, na República Tcheca. Após enfrentar diversas quimioterapias e vencer o câncer, ela decidiu criar algo que pudesse ajudar outros pacientes que passam pelo tratamento.

Desenvolvida para diminuir o mau gosto dos remédios utilizados nas sessões, a cerveja sem álcool contém, ainda, vitaminas e sais minerais importantes para a recuperação e imunidade dos pacientes. A ideia partiu do fato de Jana ter sofrido com muitas dores decorrentes das feridas que surgiram durante sua quimioterapia.

Na fórmula, é possível encontrar suco de maçã concentrado, potássio e vitamina B. A produção é feita em parceria com uma cervejaria local chamada Zatec. A cerveja foi produzida em edição limitada e foi distribuída em hospitais e farmácias do país.

Conheça mais detalhes desta história na Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

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Câncer de estômago

Câncer que matou Mr. Catra é o terceiro que mais atinge homens no Brasil

O câncer de estômago, responsável pela morte do cantor e compositor Wagner Domingues Costa, o Mr. Catra, está na lista de maior incidência no Brasil. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 65% dos pacientes diagnosticados têm mais de 50 anos.

O cantor descobriu o câncer no início de 2017, quando cortou o consumo de bebidas alcoólicas para iniciar as sessões de quimioterapia. Catra faleceu no último domingo (09), no Hospital do Coração (HCor), em São Paulo. Ele deixou três esposas e 32 filhos.

Também conhecido como câncer gástrico, o câncer de estômago não tem um sintoma específico. Porém, sinais como perda de peso e de apetite, fadiga, vômitos ou desconforto abdominal persistente podem indicar uma doença benigna (úlcera, gastrite, etc) ou mesmo um tumor no estômago. Por isso, é fundamental a investigação com ajuda de exames de imagem. Já o surgimento de uma massa palpável na parte superior do abdômen pode indicar o estágio avançado da doença.

Sangramentos gástricos são incomuns em lesões malignas, no entanto, em cerca de 15% dos casos ocorrem vômitos com sangue. Uma alimentação pobre em carnes e peixes e nas vitaminas A e C, o alto consumo de alimentos defumados, enlatados, com corantes ou conservados em sal são fatores de risco para esse tipo de câncer.

Evitar o cigarro e a ingestão de bebidas alcoólicas ajuda na prevenção do câncer de estômago. Ter uma alimentação saudável, com vegetais crus, frutas cítricas e alimentos ricos em fibras também é fundamental. Além disso, as vitaminas C e A agem como protetoras, pois evitam que os nitritos (conservantes de alimentos industrializados) se transformem em nitrosaminas (compostos químicos que podem surgir em alimentos, sendo alguns cancerígenos).

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Medicamentos

Everolimo e Xtandi são novas apostas para o tratamento de câncer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou dois medicamentos que agora farão parte do tratamento de câncer. Um é o primeiro medicamento genérico com a substância everolimo. Ele é indicado para câncer de mama em estado avançado, de rim, entre outros.

O produto chegará ao Brasil por um preço pelo menos 35% menor que o preço do medicamento de referência atual. Ele será produzido pela Natco Pharma Limited, sediada na Índia. A dona do registro no Brasil e responsável pela comercialização do produto no país é a Natcofarma do Brasil Ltda.

Indicações aprovadas para o everolimo:

  • câncer de mama avançado receptor hormonal-positivo;
  • tumores neuroendócrinos avançados;
  • câncer avançado do rim;
  • angiomiolipoma renal (um tumor do rim) associado ao Complexo da Esclerose Tuberosa (TSC) (em pacientes acima de 18 anos);
  • Sega (astrocitoma subependimário de células gigantes) associado ao Complexo da Esclerose Tuberosa (TSC).

O outro é o Xtandi (enzalutamida), que agora tem indicação terapêutica para o tratamento de homens com câncer de próstata não metastático resistente à castração. O produto será comercializado na forma farmacêutica de cápsula gelatinosa, com concentração de 40 miligramas (mg).

O produto tem registro na Anvisa desde dezembro de 2014, com indicação aprovada como antineoplásico para o tratamento de câncer de próstata metastático resistente à castração, em adultos que são assintomáticos ou ligeiramente sintomáticos, após falha de terapia de privação androgênica. Também tem uso aprovado para tratamento de câncer de próstata metastático resistente à castração em adultos que já tenham recebido terapia com docetaxel.

De acordo com estudos realizados pela indústria, o Xtandi apresentou melhora na sobrevida livre de metástases. Testes indicaram que o medicamento reduziu em 70,8% o risco de agravamento da doença quando comparado ao placebo, além de ter aumentado a mediana da sobrevida livre de metástases de 14,7 meses (no grupo placebo) para 36,6 meses no grupo da enzalutamida (diferença de 21,9 meses).

O Xtandi é fabricado pela empresa Catalent Pharma Solutions, LLC, localizada em Saint Petesburg, Flórida (EUA), e a detentora do registro do medicamento no país é a Astellas Farma Brasil Importação e Distribuição de Medicamentos Ltda.

Fonte: Ascom/Anvisa